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quinta-feira 9 de julho de 2026

Estado coloca Penha em situação de município infestado pelo Aedes Aegypti

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A Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (DIVE/SC) incluiu Penha na relação de municípios infestados pelo mosquito Aedes Aegypti – transmissor da dengue, febre de chikungunya e zika vírus. “Com certeza o mosquito está em Penha”, confirmou o coordenador do Programa de Combate à Dengue, Alexandre Deolindo, após a localização de 44 focos larvários do Aedes.

ATUALIZAÇÃO: Novo relatório mantém Penha como cidade infestada pelo Aedes Aegypti

Através do último relatório sobre a situação da vigilância entomológica no Estado, publicado no dia 31, Penha foi colocada na lista de infestação – junto de outros 66 municípios. De acordo com Alexandre, essa classificação se deu em virtude de os agentes endêmicos também terem localizado, com frequência, focos do mosquito em residências situadas em um raio de 300 metros de armadilhas com larvas do Aedes.

“A região mais infestada é no Nossa Senhora de Fátima”, adiantou Alexandre, revelando ainda que a situação de Penha passou a ser “alarmante”. “Como há casos autóctones (transmissão da dengue dentro da própria cidade) em Itapema, já estamos com o alerta ligado”, completou o coordenador, que pretende aumentar o trabalho de conscientização e também contratar mais 7 agentes endêmicos, totalizando 15.

As estratégias, em paralelo com a chegada do outono e inverno, buscam paralisar o crescimento de focos larvários positivo. “Teoricamente é para que isso aconteça”, analisou Alexandre, pedindo que a comunidade também adote as medidas de prevenção ao surgimento de larvas do Aedes.

A proximidade com cidades de grande população – Itajaí, Navegantes e Balneário Camboriú – favorecerem o surgimento de focos em Penha, segundo Alexandre, sem contar o fluxo turístico da própria cidade e também margear a Rodovia BR-101. “No ano passado inteiro tivemos apenas 4 focos”, recordou. No período de 31 de dezembro de 2017 a 31 de março de 2018, foram identificados 6.929 focos do mosquito Aedes aegypti em 132 municípios.

A única forma de combater a dengue é impedindo que o mosquito se reproduza. É muito importante não deixar a céu aberto nenhum recipiente que contenha água. Vasos de planta, garrafas, pneus ou até mesmo lixo. Qualquer cantinho que acumule um pouco de água pode virar uma maternidade de novos mosquitinhos.

Um mosquito tem poucos dias de vida – entre um e dois meses. O problema é que nesse período ele produz muitos ovos que vão gerar novos mosquitos.  Uma fêmea pode colocar até cerca de 400 ovos durante a sua curta vida. Esses ovos precisam de água para se desenvolver – no ambiente seco eles não crescem. Quando estão “mergulhados” na água, os ovos se transformam em larvas que dão origem às pupas das quais surgirão o mosquito adulto.

TRANSMISSÃO DA DENGUE

A dengue é uma doença transmitida por um vírus, assim como a gripe. Mas ao contrário de algumas doenças virais que você pode contrair pelo ar ou em um simples aperto de mão, o vírus da dengue precisa de um vetor para passar de uma pessoa para outra. E o responsável por isso é o mosquito Aedes aegypti.

Funciona assim: o mosquito pica uma pessoa doente e “guarda” aquele sangue infectado. Quando ele pica uma segunda pessoa, ela recebe o vírus que veio da primeira. Por isso a principal forma de combater a dengue é eliminando o responsável por levar o vírus de um lado para o outro, o Aedes aegypti.

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