A comunidade dos bairros Medeiros, Rio Novo, Itinga e Rio do Peixe, no interior de Barra Velha, vai aguardar o resultado das negociações entre a Prefeitura e a concessionária de coleta de lixo da Recicle. Caso haja uma segunda negativa em reduzir o volume de coletas, e consequentemente, a tarifa no interior, a questão poderá ser judicializada.
A informação foi confirmada pelo vereador Juliano Bernardes (PMDB), que tentou junto à Recicle intermediar o pleito dos moradores do interior, sem sucesso. No final de fevereiro, os moradores se reuniram com Juliano e com o prefeito Valter Zimmermann (PSD) – para que o chefe do Poder Executivo pudesse ele próprio mediar a situação. O prefeito ficou de entrar em contato com a empresa.
De acordo com o vereador, a comunidade já adiantou que entrará na Justiça caso a cobrança não seja reduzida. Bairros de interior com perfil ligado à produção agrícola, Medeiros, Rio Novo e Rio do Peixe alegam que o volume de lixo gerado reduziu nos últimos anos, e pleiteiam que a concessionária rebaixe de três para duas visitas semanais do caminhão coletor.
“O lixo gerado, em geral orgânico, é reaproveitado nas comunidades agrícolas, usado como adubo. Com isso, a tarifa fica desproporcional e alta em relação aos demais bairros”, comenta Osmar de Aviz, um dos moradores que esteve dia 31 de janeiro, junto de Professor Juliano, visitando a Recicle, numa tentativa de negociação. Após a visita, a concessionária se posicionou, negando a possibilidade de reduzir a tarifa.
O gerente, Rafael Esteves Ferreira, alega que a população e o lixo aumentaram. Em ofício encaminhado ao vereador, a Recicle alega que entre suas obrigações “está manter a qualidade e eficiência na execução dos serviços, motivo pelo qual faz-se necessário à execução da coleta três vezes na semana”, isso “tendo em vista o crescimento da população nos últimos anos” e a “questão contratual”. O ofício não traz estudos indicativos sobre o aludido crescimento populacional, entretanto.
Segundo a moradora Clara Winter, o carnê anual da Recicle, de R$ 217 , em média, pulou para R$ 314,18. “Pagamos a mais, mesmo com a produção de lixo pequena”, atenta ela. “Não usamos a coleta três vezes por semana; creio que até duas vezes já é demais”, argumenta Osmar de Aviz, que preside o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Barra Velha. Além de aguardar a mediação de Zimmermann, a comunidade estará na segunda-feira, dia 12 de março, na reunião do Conselho Municipal de Saneamento, levando o assunto para ser debatido.





