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quarta-feira 15 de julho de 2026

Sitio Caminho Novo faz balanço de atividades de 2017

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A Associação Terapêutica Sitio Caminho Novo apresentou na última semana um relatório de atendimento do ano passado. Segundo o documento, 133 pessoas que sofrem da dependência química de álcool e outras substancias psicoativas foram atendidas. “E mesmo com as dificuldades por falta de repasse de verbas do Estado e Município, a instituição manteve 90% de gratuidade em seu atendimento”, enaltece o diretor responsável, Gilberto José Cardozo.

Gilberto ressalta ainda que “este ano o Sitio Caminho Novo conseguiu um aumento no número  de permanência de seus usuários na entidade. Considerando a totalidade das internações, elas duraram em média 90 dias que é um prazo satisfatório. Porém, de 50% dos que ficaram por mais tempo em tratamento, mais da metade concluiu o programa terapêutico, que sugere 180 dias, no mínimo. Estamos falando de um trabalho que exige muita dedicação, porque a eficácia depende muito do período que cada um se prontifica e do proveito que os acolhidos fazem”.

Gilberto Jose Cardozo, que é especialista em dependência química, explica que o principal fator que leva os acolhidos a desistirem do tratamento, se justifica pela estrutura pessoal de cada um. “Na grande maioria são pessoas que já vivem em situação de rua e sem contato com familiares. A falta deste vínculo torna-os mais vulneráveis a abandonar o programa. Independente das circunstancias nós somos um lar cristão e acreditamos no poder de recuperação de pessoas”, completa.

MAIORIDADE

Este ano, o Sitio Caminho Novo completará 18 anos de fundação. “Uma instituição que nasceu do desejo de alguns, com o apoio de muitos e as bênçãos do Senhor”, define Gilberto.  Com uma sede própria de 11 hectares de terras, com mais de 50% de mata nativa preservada e 1,5 mil metros de área construída, a estrutura é mantida em sistema de auto-gestão. “Ou seja, os próprios acolhidos zelam, ampliam e fazem funcionar a Casa que precisa estar preparada para receber a qualquer instante alguém necessitado de ajuda”, explica.

“Toda equipe de diretores, voluntários, funcionários e familiares agradece muito ao apoio recebido das autoridades e amigos da instituição. A saber, o custo médio para manter em funcionamento a Associação é de R$ 20 mil por mês, no mínimo. São vinte acolhidos e equipe não inferior a cinco pessoas. Todos os gastos são contabilizados e tem fiscalização rigorosa dos órgãos mantenedores e de controle”, agradece o diretor.

Foto por: Felipe Bieging

REDAÇÃO, JORNAL DO COMÉRCIO
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