A Prefeitura de Penha iniciou na manhã desta sexta-feira, 27, as ações emergenciais de desassoreamento da boca do rio Iriri, na Praia Alegre. Uma retroescavadeira hidráulica está sendo utilizada para realizar o serviço que permitirá aos pescadores artesanais navegarem pelo trecho sem prejuízos às embarcações.
A obra é tratada como paliativa pelo Governo Municipal. “Nós estamos com duas frentes: a primeira é essa obra emergência e a segunda é a médio e longo prazo, que vai desassorear todo o rio Iriri e ampliar os molhes”, afirmou o prefeito, Aquiles José Schneider da Costa (PMDB), em conversa com os pescadores no local.
Contudo, o Governo alega que a obra definitiva demanda maior tempo para licenciamento ambiental e que atualmente está trabalhando justamente para obter as liberações junto à Fundação do Meio Ambiente (Fatma). Aquiles adiantou ainda que pretende realizar a obra através da Águas de Penha, sendo o ato ligado à possível repactuação da concessão.
Os artesanais argumentaram que a situação de assoreamento vai voltar dentro de alguns meses e que somente com o prolongamento dos molhes a situação se estabilizaria. “Se tiver que fazer esse serviço daqui seis meses de novo nós vamos fazer. Sem trabalhar vocês não vão ficar”, assegurou o gestor.
Na semana passada, o Jornal do Comércio detalhou o cotidiano vivido pelos artesanais. Os constantes prejuízos com encalhes e a mudança de rotina para conseguirem se lançar ao mar alimentaram a vontade dos pescadores por um protesto público. A situação de assoreamento do Iriri teria se agravado após as recentes ressacas que atingiram praticamente todo o litoral catarinense.
Apesar de as fortes ondas não assolarem o calmo balneário da Praia Alegre, as correntes acabaram por levar grande quantidade de areia até o estreito canal utilizado pelos artesanais – 80% do setor camaroneiro. “Se perdemos 10 minutos da maré, não conseguimos mais sair ou entrar”, define o pescador João Plácido Vieira.
Foto por: Felipe Bieging





