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terça-feira 14 de julho de 2026

Proibição de venda e consumo de mariscos está mantida durante toda a semana

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A comercialização e o consumo de ostras, vieiras, mariscos e berbigões produzidos em todo o litoral catarinense seguem proibidos durante toda essa semana. A confirmação foi feita nesta segunda-feira, 23, pela Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca após testes da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) constatarem a presença de Toxina Paralisante (PSP) em praias de Santa Catarina.

De todos os 25 pontos analisados, quatro deram positivos e estão localizados em Penha, Porto Belo, Governador Celso Ramos e Balneário Camboriú. “Todas as regiões continuam interditadas, mas nesta semana vamos ter uma noção mais clara da situação e saber se é possível liberar alguma área. No site da Cidasc, é possível acompanhar o boletim com as análises das regiões e ver se já estão liberadas”, destacou o gerente de Pesca e Aquicultura, Sergio Winckler da Costa.

“Como não temos uma noção da abrangência e de como se movimenta esse fenômeno, estamos fazendo o máximo de análises possíveis para que a gente possa ir desinterditando áreas que não foram contaminadas. Esse monitoramento já ocorre há quase 20 anos em três toxinas e é uma rotina. Santa Catarina é o único estado brasileiro que faz isso, apesar de alguns estados terem o cultivo, como Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro. Nenhum deles monitora e tem esse controle como aqui”, explicou o gerente.

O PSP é causado por toxinas do grupo saxitoxina que podem causar diarreia, náuseas, vômitos, dores abdominais, perda de sensibilidade nas extremidades corpo e, em casos severos, paralisia generalizada e óbito por falência respiratória. Os sintomas podem começar a aparecer imediatamente ao consumo dos moluscos contaminados. São estáveis e não são degradadas com o cozimento ou processamento dos moluscos.

Todos os moluscos filtradores, independente se são ou não cultivados, podem acumular as toxinas. É importante salientar que a presença da PSP na água não representa risco aos banhistas. Sergio explica que é um fenômeno natural associado a uma corrente de água quente que chegou ao Litoral catarinense. “Essa corrente de água quente criou condições propícias para que esse micro-organismo se proliferasse em densidades elevadas o que causa esse fenômeno”, disse.

Toxina Paralisante

Segundo o representante do Laboratório Laqua-Itajaí/IFSC, doutor Luis Proença, as microalgas que vivem na água compõem a principal fonte primária de alimento dos organismos marinhos. Em condições ambientais favoráveis, o número de células em suspensão na água pode aumentar de forma significativa. Embora a grande maioria de espécies de microalgas seja benéfica, algumas espécies produzem potentes toxinas que podem ser acumuladas por organismos filtradores, como, por exemplo, moluscos bivalves.

Algumas espécies do gênero Alexandrium produzem neurotoxinas causadoras do PSP, em inglêns Paralytic Shellfish Poisoning. Essas toxinas quando acumuladas em organismos marinhos, principalmente moluscos bivalves, podem causar intoxicação de seres humanos quando consomem os organismos contaminados.

Proença explica que a presença de PSP em moluscos no litoral de Santa Catarina é relativamente rara, sendo sua primeira detecção ocorrida em 1997.

Foto por: Smart Films

REDAÇÃO, JORNAL DO COMÉRCIO
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