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terça-feira 14 de julho de 2026

Início das obras na boca da barra do Rio Itapocu depende de decisão judicial

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A Prefeitura de Barra Velha espera o desenrolar de um processo judicial para dar início às obras de recuperação, modernização e ampliação do molhe sul – a popular obra de fixação da foz do Rio Itapocu. Uma das empresas desclassificadas da licitação recorreu judicialmente da exclusão, paralisando o certame que deveria ter sido finalizado em agosto.

Cinco empresas participaram do processo, sendo que quatro foram desclassificados por não apresentarem documentos que comprovassem capacidade técnica de realizarem a obra. Uma delas alega o oposto e busca provar a questão na justiça, como forma – também – de voltar a concorrer na licitação de R$ 4.388.602,02.

O prefeito, Valter Marino Zimmermann (DEM), lamenta a situação e ressaltou ser necessário “possuir acervo técnico para realizar uma obra daquela natureza”. Contudo, acredita que a decisão judicial será proferida em breve e favorável ao seu Governo. “A decisão deve sair logo. Não vamos perder qualquer prazo”, completou o prefeito.

Recentemente, o vereador Adailton Manoel Bernardina, o Nando (PP), alertou o Governo quanto ao cumprimento de prazos para utilização dos recursos da obra – já que parte provém de convênio junto ao Governo do Estado. “Corremos os riscos de perder esses recursos caso os prazos não sejam atendidos”, alertou.

“Isso não vai acontecer. Vamos começar a obra ainda esse ano”, rebateu o prefeito, que cedeu entrevista ao Jornal do Comércio na última quarta-feira, 20. A fixação da foz do Rio Itapocu se arrasta desde 2008, quando o pontapé inicial foi dado pelo então prefeito Valter Zimmermann (PSD), licitando-a e começando a construção do primeiro molhe. 

A obra visa abrir o canal da desembocadura do Itapocu, beneficiando toda a região com o escoamento rápido em tempos de cheias, e evitando alagamentos na região da lagoa barra-velhense. Outro benefício seria à pesca e ao turismo de navegação, acelerando o escoamento das águas e favorecendo a macrodrenagem dos municípios incluídos na bacia hidrográfica. 

No aspecto ambiental, tende a melhorar significativamente a circulação das águas doces e facilita a entrada dos peixes do mar que se reproduzirem na lagoa e no rio. Outro aspecto positivo será o turismo náutico, que tende a crescer com a entrada e saída de barcos para passeios.

Entre 2009 a 2011, Samir Mattar (sem partido) deu continuidade ao início dado por Zimmermann, concluindo o primeiro molhe e iniciando o segundo. Os problemas judiciais envolvendo Samir resultaram na suspensão dos trabalhos, sem a contratação da empresa que faria a dragagem do canal, que também compreende o projeto, devido ao assoreamento da lagoa. 

Após Samir, assumiu Claudemir Matias (PSB), que não conseguiu retomar o projeto. Através da mobilização de lideranças e apoio do PMDB local, houve a primeira sinalização positiva, com o apoio do Governo do Estado.

REDAÇÃO, JORNAL DO COMÉRCIO
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