A vida da jovem jogadora moradora de Balneário Piçarras, Nataly Dunka, ganha rumos promissores no próximo dia 1º de setembro. Neste dia, ela embarca para os Estados Unidos com uma bolsa de estudos de quatro anos para também jogar basquetebol pela escola Wasatch Academy, da cidade de Mount Pleasant, no estado de Utah. “É o começo da realização de um sonho e vou dar tudo o que posso para concretizá-lo”, definiu a ala/pivô, de 15 anos.
“Agora eu vejo que tudo que eu sempre sonhei pode ser realizado e que só depende da minha dedicação para acontecer”, completou Nataly, em entrevista ao Jornal do Comércio. A conversa entre a jogadora, seu treinador e a escola norte-americana já haviam consolidado a bolsa de estudos no final do ano passado. Contudo, os tramites finais da viagem foram concluídos no mês passado, com emissão de passaporte e também da liberação do visto.
“Não tenho dúvidas de que a Nataly vai chegar à seleção brasileira. É uma jovem talentosa e que respira o basquetebol. Se ela continuar essa vida de atleta, terá um futuro promissor e vai cravar seu nome na modalidade”, afirmou o treinador e mentor da jovem, Oswaldo Moreira da Silva Junior. Nataly, que iniciou na modalidade aos 13 anos por insistência de Oswaldo, possui um rico mural de troféus de competições de alto nível, sacramentando-se com cestinha ou atleta destaque das competições em que participou.
Com 1,85 de altura e uma perspectiva de chegar a 1,88, Nataly deve jogar junto a equipe sub-19 da Wasatch Academy, instituição em que ela também irá cursar a “high school” por completo e terá ainda a oportunidade de ingressar em uma universidade. “Para me manter no time devo atingir média A em todas as disciplinas. Já falei com a diretora da escola e ela disse que vai me ajudar muito e que é para eu não me preocupar”, comentou.
Com um inglês básico, Nataly tem outras duas colegas que jogam na mesma equipe. A amizade, na visão da atleta, irá facilitar sua adaptação aos novos costumes e também colaborar com o aprendizado da língua inglesa. “Vou fazer todo o possível para aprender ao máximo. Sei que não será fácil, mas não vou desistir desta oportunidade”, reforçou a atleta, que nos Estados Unidos irá se dedicar na posição de ala.
Até mês passado, ela jogava pela equipe da cidade paulista de Tupã, o Indians Tupã Basquete. Ficou dois meses morando no estado de São Paulo, período que serviu de experiência para o longo afastamento familiar que enfrentará. “Ficarei de setembro a junho nos Estados Unidos e retornarei por três meses, nas férias escolares”, completou Nataly, explicando como será o primeiro período da bolsa de quatro anos.
A mãe de Nataly, Edir Moraes, acompanhou a entrevista. Ainda se acostumando com a ideia da viagem, ela sacramentou pleno apoio à filha na decisão de seguir a carreira no esporte. “Precisamos (família) apoiar ela, porque foi o que ela sempre quis desde que se apaixonou pelo esporte”, comentou. Educada em uma família apaixonada pelo motociclismo, Nataly também queria seguir o caminho das duas rodas.
“O professor Oswaldo foi quem a descobriu para o basquete. Ele a incentivou e nunca a deixou parar. Hoje, a vida dela é o basquete”, encerrou Edir. Até sua ida, Nataly manterá treinamentos diários com Oswaldo. Sua meta é chegar a cidade de Mount Pleasant em plena forma física e dar os primeiros arremessos certeiros rumo a WNBA. “Quem sabe”, sonhou Nataly, que tem na jogadora norte-americana, Elena Delle Donne, o exemplo na modalidade.
Ao mentor, Nataly não poupou agradecimentos. “Não posso deixar de agradecer ao professor Oswaldo. Graças a ele comecei a jogar basquete. Ele me ensinou a jogar, me incentivou e me mostrou que esse sonho era possível”, finalizou a piçarrense, bandeira que a partir de agora estará viva em solo internacional.
Foto por: Facebook





