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segunda-feira 13 de julho de 2026

Barra Velha volta a discutir crise nos Voluntários

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Em recente discurso no plenário da Câmara de Vereadores de Barra Velha, o vereador Marcelo Nogaroli (PMDB) retomou o assunto da busca por valorização do Corpo de Bombeiros Voluntários. Ele defendeu que a presidente da corporação, Kelly Paloco, e o comandante Thiago Fernandes sejam chamados à Câmara para usar o espaço do Legislativo e detalhar as condições atuais do grupo de socorristas.

Nogaroli relembrou que atualmente, a corporação sobrevive com cerca de R$ 4 mil mensais para garantir mais de 200 atendimentos à comunidade nesse mesmo período, e que não há apoio do Poder Público para o quartel, situado na localidade de Pedras Brancas, em Itajuba. “Reforço que é preciso encontrar uma alternativa que passe pelo apoio do Poder Público e também da sociedade para a manutenção dos trabalhos do Corpo de Bombeiros Voluntários, evitando o fechamento da corporação, que passa por sua maior crise”, disse.

A reivindicação do vereador deu-se após o encontro entre ele e o a presidente Kelly, ocorrido dia 16 de maio, em Barra Velha. O parlamentar visitou a corporação na ocasião, encontrando-se com Kelly e com diversos bombeiros. “O que eu propus é, primeiro, rever com a Prefeitura de Barra Velha uma maneira legal de repasse de recursos, sem ainda falar em valores, e em segundo, de lançar uma campanha municipal que encontre novos mantenedores dentro da conta de energia elétrica”, detalha.

Macelo sugere ainda um sistema no comércio local que forneça descontos destes estabelecimentos a quem tiver uma carteirinha de sócio-mantenedor dos bombeiros. O vereador colheu, junto de Kelly, dados sobre a prestação de contas da corporação, situação atual da frota do CBV-BV, número de relógios de energia elétrica em Barra Velha passíveis de aderirem como mantenedores da instituição, em qualquer valor, e capacidade técnica atual do quartel, que recentemente, formou 28 novos socorristas.

A crise da corporação
A situação do quartel de Pedras Brancas é tão crítica que dos cinco veículos do CBV-BV, apenas dois estão funcionando. O recurso oriundo das contas da Celesc é de cerca de R$ 4 mil – cinco vezes menos do que o necessário para, segundo o comandante Thiago, prestar um serviço digno à comunidade.

Os próprios bombeiros não têm nem ao menos recursos da ordem de R$ 2.500 mensais para custear seu alimento, e trazem sua comida de casa. Atualmente, são 48 bombeiros voluntários na ativa. Metade desse efetivo presta serviço regularmente no quartel, localizado na área do antigo DNER, na localidade de Pedras Brancas, Itajuba.

“Os bombeiros em serviço não têem nem como tomar uma cafezinho da tarde”, complementou o vereador Jorge Borghetti (DEM), também em sessão plenária. “Eu atendi muitos pacientes em casa, quando a cidade não tinha o pronto-socorro, que eram trazidos pelos voluntários. Atendi muito filho de gente importante da cidade, por problemas de drogas, atendidos pelos voluntários. Agora é hora de a sociedade e o Poder Público dar a contrapartida para esse serviço”, destacou Doutor Jorge, apoiando a iniciativa de Marcelo.

REDAÇÃO, JORNAL DO COMÉRCIO
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