O corpo encontrado no dia 27 de fevereiro, às margens da Rodovia Transbeto, em Penha, é mesmo de João da Silva, popular João Sonheiro. Os exames da arcada dentária confirmaram a identidade do corpo, que foi retirado criminosamente de sua sepultura, no Cemitério de Armação. “Já temos um suspeito”, afirmou o responsável pela Delegacia de Penha, Allan Martins Coelho.
“Agora estamos ouvindo os parentes. Considerando que não havia nenhuma prótese de ouro no corpo dele, apesar do que ele e a esposa afirmavam. Até porque ouro só pode ser usado para substituir dentes, nosso organismo rejeita qualquer ouro, quanto mais um pino ou uma prótese”, acrescentou Allan. O corpo de João Sonheiro já foi devolvido à sepultura.
“Acreditamos que esta história do ouro foi o que motivou os crimes de violação de sepultura e subtração de cadáver. Alguém muito próximo e que também acreditava que ele tinha uma prótese de ouro”, finalizou Allan, em entrevista ao Jornal do Comércio. O suspeito responderá pelos crimes de subtração de cadáver e violação de sepultura – crimes que somados podem chegar a seis anos de prisão.
“Não acredito nessa história de prótese de ouro. Para mim é fantasiosa. Criaram essa história e alguém realmente acreditou”, disse o delegado Wilson Masson. O pensamento de Masson foi baseado em uma série de depoimentos já colhidos de familiares do mestre barcos, que faleceu no dia 4 de janeiro. “A prótese no ombro até existe, mas não creio que seja de ouro. Não há qualquer explicação para isso. Alguém criou essa fantasia”, acrescentou.





