“Balneário Piçarras é um dos municípios com maior incidência de águas-vivas”, afirmou o comandante do Corpo de Bombeiros Militares, Tenente Felipe Daniel da Silva. A afirmação vai ao encontro da recente ação da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), que fez a doação à corporação estadual de 500 bandeiras, na cor lilás, e que serão afixadas nas praias com grande número de casos.
Segundo relatório da Operação Veraneio, em Balneário Piçarras já foram registrados 179 casos de banhistas queimados por águas-vivas, num período de 15 de novembro até o último dia 2 de março. “Assim que recebemos as bandeiras já registramos um novo caso”, lembra Felipe. A bandeira da cor lilás é colocada junto da bandeira que alerta sobre as condições do mar e que podem oscilar entre verde, amarela e vermelha.
Além das bandeiras, a Univali doou 3 mil flyers para o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina. O material será utilizado para alertar sobre a ocorrências de águas-vivas no litoral catarinense. A perspectiva é de que o material seja distribuído aos postos de guarda-vidas das praias do litoral catarinense para divulgação da ocorrência e dos cuidados em caso de presença da espécie na água, ainda durante o período de carnaval.
As bandeiras, na cor lilás, seguem o padrão internacional de sinalização para prevenção em áreas aquáticas, indicando a presença de animais marinhos perigosos. Ela deve ser utilizada como uma bandeira secundária, junto à que orienta sobre as condições do mar. Independentemente disso, a orientação é que os banhistas fiquem atentos se há presença de águas-vivas na areia da praia e verifiquem com os guarda-vidas se é seguro entrar na água.
Um verão sem afogamentos
Dados estatísticos oficiais dos Bombeiros revelam que Balneário Piçarras ainda não registrou casos de afogamento durante a temporada de verão. “Tivemos um caso, mas o banhista sofreu uma parada cardíaca e acabou falecendo dentro da água”, detalhou Tenente Felipe, citando que dessa forma o caso não conta como afogamento. Os bons números são atribuídos ao intenso trabalho de orientação realizado pelos guarda-vidas, já que os dados de arrastões foram de 58 pessoas. “Provavelmente, se não houvesse essa orientação, esses casos de arrastões acabariam em óbito”, finalizou.
Sobre a ocorrência e procedimentos
Acidentes por águas-vivas e caravelas são comuns em Santa Catarina por uma série de razões que incluem época de reprodução dos animais, temporadas de veraneio e até a temperatura das águas.
Dor e sensação de queimação, causada por envenenamento, são os principais sintomas. Eles podem ser tratados com medidas de primeiros socorros simples, como aplicação de água do mar gelada e compressas de vinagre.
O corpo de bombeiros está sinalizando as praias quanto a ocorrências das águas-vivas, assim, quando encontrar a bandeira lilás, o melhor a fazer é evitar o banho de mar.
Foto por: Felipe Bieging | JC





