Técnicos do Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias (INPH) visitam Balneário Piçarras na próxima semana para realização de estudo e produção de novo projeto de recuperação da orla. A equipe vai produzir levantamento batimétrico, análise de granulometria e perfil da praia central, que vem apresentando sinais de erosão.
“Três projetos de aterro hidráulico foram executados e nenhum deles se mostrou eficiente por completo. Com o auxilio do deputado Décio Lima, daremos uma solução a esse impasse”, definiu o prefeito Leonel José Martins. Recentemente o renomado engenheiro do INPH, Domênico Accetta, esteve na cidade e afirmou que a contenção definitiva do avanço do mar é possível e viável.
“Faremos um estudo sobre a viabilidade de um projeto que possa conter o processo de avanço do mar em definitivo. O projeto é complexo, devido aos diferentes locais de erosão e à instabilidade da praia, mas é totalmente viável”, garantiu Acetta, durante a reunião que ocorreu no dia 13 de abril, no município.
Para desenvolver uma possível nova recuperação, Leonel diz que possui um saldo de R$ 2 milhões da obra realizada em 2012 e outros R$ 4 milhões do Fundo Municipal de Manutenção da Praia, o Fumpra. “Mas estimamos realizar um projeto definitivo para o problema de erosão da praia no valor de R$ 10 milhões”, assegurou Leonel, que já trabalha com a garantia de possuir R$ 6 milhões para a ação.
Após três obras, em 1998 (R$ 3,5 milhões), 2008 (R$ 2,5 milhões) e 2012 (R$ 10,2 milhões) – com mais R$ 2 milhões para construção dos molhes – a praia apresenta sinais de erosão principalmente entre os dois molhes, o Central e o Norte. Além de pouco eficazes, a última com maior sucesso, todas as obras foram marcadas por polêmicas administrativas nos processos de contratação e conclusão de pagamento.
Foto por: Felipe Bieging





