A falta de policiais civis no Estado chegou a situações críticas em Barra Velha. Esta semana o delegado substituto, Maurício Preto, que é delegado regional de Itajaí, foi forçado a deslocar um policial civil de Balneário Piçarras para manter a delegacia barravelhense em funcionamento.
“Estamos trabalhando com seis policiais civis, porém se houver algum que tem férias ou está de atestado ficamos sem o mínimo para trabalhar. Hoje para a delegacia funcionar precisaria no mínimo de 12 agentes policiais e três escrivães”, explicou o delegado.
A Polícia Civil de Santa Catarina está como maior número de efetivos na história da instituição. Hoje os policias que devem investigar crimes e dar andamento aos requerimentos da Justiça da Vara Criminal são somente 2.700, enquanto em 2008 havia 3.600 civis e os números da insegurança eram menores.
De acordo com o delegado Maurício, o número ideal de policiais civis seria de 5.300. “É preciso de maior pressão por parte do poder público para melhorar a estrutura de segurança do município e não deixar que o crime tome conta, já que Barra Velha tem maior fragilidade por ser um município atravessado por uma rodovia federal e ainda ser turístico”, descreveu o delegado.
O volume de serviço de uma delegacia é grande e envolve desde o registro de Boletins de Ocorrência, a resposta de ofícios solicitados pela Justiça, a instauração de procedimentos investigativos e a custódia de presos, até o gerenciamento geral.
Hoje a delegacia do bairro Itajuba continua sem funcionar porque a Polícia Civil não tem estrutura suficiente para manter um policial deslocado no bairro.





