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segunda-feira 6 de julho de 2026

Ressaca leva postes da Praia do Cerro

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 A formação de um ciclone extratropical na costa de Santa Catarina resultou em mar agitado e ressaca nas praias da região. Em Barra Velha a força das ondas causou estragos no recente projeto de iluminação da Praia do Cerro, em Itajuba. Dos 97 postes instalados, cerca de 20 caíram com o avanço da maré. Enquanto o Governo Municipal trata o caso como uma ação natural de “força maior”, a comunidade teceu inúmeras críticas nas redes sociais à obra que ultrapassou os R$ 627 mil.

“Detesto parecer tão previsível, mas eu já havia avisado sobre a possibilidade de isso acontecer visto que as marés de inverno são bem mais fortes. Até agora (dia 13, às 9h) já foram dois postes tragados pela ressaca da noite”, disse o morador local, Marcos Junghans, um dos primeiros a se manifestar nas redes sociais. Suas fotos tiveram 40 compartilhamentos e renderam dezenas de comentários. Parlamentares, funcionários públicos e moradores trocaram opiniões sobre as quedas e não pouparam a Prefeitura em suas críticas.
“Lamentavelmente um projeto que não leva em consideração as questões climáticas e ambientais”, completou Marcos em uma segunda postagem, ilustrada com o vídeo da forte movimentação marítima. Na tarde de quarta-feira, 13, por exemplo, o Jornal do Comércio registrou a queda de outro posto, por volta das 14h, enquanto funcionários da Mercolux – empresa que fez a instalação do sistema – recolhiam os postes já caídos.
Na manhã de quinta-feira, 13, o prefeito, Claudemir Matias (PSB), conversou com a reportagem do JC e afirmou que os postes serão realocados para uma linha mais distante da maré, que com a ressaca ultrapassou o alto barranco da restinga – onde os postes estão hoje. “Vamos remanejar a linha dos postes. Por questão de segurança vamos afastar os postes ainda mais”, garantiu. “São fatores naturais. Colocamos os postes bem distantes de onde achamos que a maré chegaria”, complementou o prefeito.
“Isso é aquilo que chamamos de força maior”, definiu Matias, salientando as questões climáticas que resultaram na forte ressaca, que também destruiu parte do calçadão central. Ele, contudo, minimizou as duras críticas feitas à obra que custou R$ 627.493,66 (valor que incluía obras de iluminação nas ruas 1003, 1007, 1832, 1036, Rua Botafogo e Avenida Simas). “Quem está reclamando é a oposição e, se eu der bola para eles, não trabalho”, rebateu. 
Confirmando o remanejando dos postes para uma linha mais distante do mar, o prefeito acredita que o trabalho fique pronto em duas ou três semanas. Ainda não há valor definido com a ação que precisará refeita. Os postes foram afixados em zona de restinga, dentro de tubos de concreto. Com a força das ondas, o barranco de areia se desfez e os tubos ficaram livres para ação da ressaca.
 

Foto por: Felipe Bieging

REDAÇÃO, JORNAL DO COMÉRCIO
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