A Prefeitura de Balneário Piçarras inaugurou na noite do dia 30 as obras da “Praça da Paz”, no bairro Santo Antônio. Construída em terreno que tem sua propriedade questionada em processo que ainda tramita na Justiça, a praça fica na esquina das ruas Rosa Silvino (5330) e João de Deus Carvalho (5000) e já vem sendo alvo de vandalismo.
“Ver as crianças usufruindo desse espaço nos deixa extremamente lisonjeados. Essa é uma obra feita para a comunidade”, declarou o prefeito Leonel José Martins (PSDB), em nota oficial do Governo. O projeto inclui academia ao ar livre, playground, jardins, lixeiras, mesas de jogos, uma área de eventos e um jardim vertical de 25 metros de largura. O projeto da Praça da Paz custou R$ 130 mil, provenientes de recursos próprios da Prefeitura de Balneário Piçarras.
Recém inaugurada, a praça já vem sendo vandalizada, caso que repercutiu nas redes sociais através da moradora Angelita Sanchez. Em uma postagem, ela lamentou o episódio. “Domingo (3) fui ate a Praça em questão e vi muita coisa já sendo destruída! Os aparelhos de ginástica estão soltos e moles, os brinquedos já estão soltos também a um fio de tombar com as crianças em cima”, postou. “E a propósito, muito linda a Praça, só falta mesmo a prevenção e a fiscalização pra que ela continue linda e habitável pelas famílias piçarrenses”, acrescentou.
Apesar de ser batizada com a “paz”, uma briga judicial transcorre nos bastidores da obra. Rildo Santana e Prefeitura discutem sobre a propriedade do lote. Rildo ajuizou processo de reintegração/manutenção de posse contra a Prefeitura alegando que o terreno onde a obra foi construída é seu. Ele quer uma indenização de R$ 220 mil pelo lote. “Eu não iria brigar na justiça por um terreno se eu não tivesse a escritura”, afirma Rildo.
Já a Prefeitura alega que o lote em questão é uma sobra de terra, fruto de uma alteração viária da Rua Rosa Silvino, que teve seu curso modificado para legalização de um loteamento na região, afirmando ainda que depositou em juízo R$ 62.666,66 no caso de alguém se declarar dono desta sobra. “Estamos falando com provas documentais de que aquela área de terra é uma sobra ocasionada pela mudança da Rua Rosa Silvino, que teve seu curso modificado quando o Loteamento Pinheiro foi legalizado. Eles afastaram a rua do terreno e aquela faixa de terra sobrou”, rebateu Leonel.
O processo está parado na justiça em virtude da greve dos servidores do sistema.
Foto por: Felipe Bieging





