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domingo 12 de julho de 2026

Pinguins aparecem nas praias da região

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 O Laboratório de Reabilitação de Aves Marinhas do Centro de Ciência Tecnológica da Terra e do Mar (CTTMar), da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), em Penha, informou esta semana que cinco pinguins já passaram por tratamento na unidade. Visitantes do extremo sul da América do Sul, principalmente da Patagônia, eles acabam sendo trazidos por correntes marítimas até o litoral e precisam de cuidados para continuar a viagem em busca de alimento.

O último pinguim foi encontrado na Praia do Poa, em Penha, na segunda-feira, 15. Gilberto Caetano Manzoni, coordenador do laboratório, explica que o animal recebido pelo laboratório está em boas condições de saúde e que, provavelmente, apenas se perdeu dobando. Essa, no entanto, não é a realidade da maioria das aves que chegam ao Estado, conta o pesquisador.

Manzoni explica que, na incrível jornada dessas aves, algumas, sofrem com a contaminação por óleo, que os compromete tanto interna como externamente. “O óleo danifica a função de impermeabilidade das penas fazendo com que a água alcance a pele do animal. Consequentemente as aves sentem frio pela queda da temperatura corporal. Nesse momento ele sai daágua para se aquecer”, diz.

O metabolismo da ave aumenta para manter a temperatura corporal que é de, em média 40°C. Isso faz com que ele gaste muita energia. Sem alimento, ele fica desidratado e emagrece. A camada de gordura fica menos espessa e a musculatura de natação atrofia incapacitando o nado e até mesmo a flutuação na superfície da água. Nessas condições, o animal está  condenado a morte.

É nesse momento que moradores da região ou órgãos ambientais, ao encontrarem o visitante, entram em contato com o Laboratório de Reabilitação de Aves Marinhas do CTTMar/Univali que, desde 1994, atua no  município de Penha. Esse laboratório é responsável pelo monitoramento das ocorrências e recuperação das aves marinhas debilitadas que ocorrem na região. O telefone é o 3345-5980.

Gilberto conta que, após a recuperação, as aves são liberadas sob condição de estarem absolutamente sadios, selvagens e aptos para desenvolver suas atividades normalmente. “Outro padrão que se observa para a liberação é se o animal apresentou, no mínimo, um ganho de peso de 10% em relação ao seu estado inicial”, salienta.

O professor explica, ainda, que a recuperação destes animais acontece no combate imediato aos efeitos primários, como stress, hipotermia, desidratação, problemas gastrointestinais pela intoxicação por meio da ingestão do óleo e outras substâncias prejudiciais e lesões causadas por capturas acidentais em redes de pesca. “Cada animal é um caso diferente, e sempre existirão fatores que modificarão os protocolos existentes. Estas tarefas são grandes desafios que merecem todo o nosso esforço e dedicação, pois o nosso empenho e obtenção de conhecimento é uma alternativa de sobrevivência a estas espécies”, defende o pesquisador.

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