A ONG Barra Limpa solicitou formalmente, na semana passada, à Prefeitura de Barra Velha, informações detalhadas sobre a obra de desassoreamento da lagoa de Barra Velha e a boca da barra do rio Itapocú. A entidade manifestou sua preocupação pela segurança do molhe sul casualmente aumente a pressão de vazão do mar pelo calado do canal da desembocadura. O JC tentou entrar em contato com o presidente da Fundema, Ivo Iberê, tanto no escritório quanto por celular, porém não foi possível a comunicação.
De acordo com o presidente da Obal, Carlos Roberto Mendes, a prefeitura tem um prazo de 15 dias para fornecer as informações, no entanto a solicitação foi encaminhada para a Fundação Municipal de Meio Ambiente e a Câmara de Vereadores. “Temos dúvidas sobrea obra. É conveniente e seguro que toda a força do rio passe pelos canaletas da conclusão do molhe sul? É evidente em fotos como o molhe norte ficou maior e desprotegido em relação ao molhe sul”, disse Mendes, que enfatizou o risco de desabamento pela pressão da água e lembrou que o molhe norte dificilmente seria reconstruído por falta de acesso por terra.
Em julho do ano passado, a bióloga e mestre em Ciência Tecnologia Ambiental Patrícia Cuadrado preparou, a pedido da prefeitura, um relatório sobre a situação do molhe, destacando urgência na conclusão da fixação sul, do lado de Barra Velha, que já havia sofrido erosão marinha, perdendo mais de 10 metros da sua extensão. Cuadrado considerou necessário seguir o projeto como havia sido originalmente traçado para evitar novos desmoronamentos no molhe. Dentro das recomendações do documento, foi pedida a realização de análises das condições da água antes da dragagem para a criação de um banco amostral que permita ter uma referência sobre a qualidade da água.





