Depois de quatro dias de paralização em reivindicação pelo piso nacional salarial, os professores municipais e a Prefeitura de Barra Velha chegaram a um acordo na quarta-feira, 02, com o retorno às aulas a partir do dia seguinte. Um Termo de Acordo, assinado entre as partes, determinou que a Prefeitura pague aos profissionais da educação o salário equivalente ao Piso Nacional de R$ 1.451,00 (nível I).
O documento do acordo foi assinado entre o prefeito Claudemir Matias e o presidente da Associação dos Professores Municipais de Barra Velha, Jossias Coutinho. Contudo o consenso somente foi possível através da mediação do presidente da Câmara de Vereadores , Nivaldo Ramos, e os vereadores Fabio Brugnago e Cezar do Rio Novo. O prefeito não aceitou a entrada do representante dos professores no gabinete.
Na reunião, nem o prefeito ou algum responsável pela secretaria de Educação se fez presente, realizada na Câmara. A desfeita da administração municipal foi mal vista, tanto pelos professores quanto pelos parlamentares. Já a solução chegou no final da tarde, porém o diálogo ainda não foi reaberto. “Por enquanto as aulas estão garantidas e voltamos para a escola, já se o termo não for acatado vamos continuar a greve”, disse Coutinho.
Os professores de categorias acima do nível I poderão ter reposição salarial a critério do prefeito de até no máximo a inflação do período. Já a paralisação será suspensa temporariamente, porém o “estado de greve” continua, segundo Coutinho, até que a Prefeitura protocole o Projeto de Lei do aumento na Câmara de Vereadores, honrando os compromissos do termo.
As relações entre os professores e o Governo ficaram tensas devido a existência de um decreto do prefeito que considerava a greve ilegal. Divulgado horas antes do acordo, o documento determinava desconto no salário dos dias de paralisação, além da contratação de profissionais temporários para suprir a falta de professores.
Hoje no município, do total de docentes, 80% são contratados como temporários em regime ACT, sem obter benefícios adicionais. Essa grande parte dos profissionais da Educação também aderiu à medida, reforçando ainda mais uma reclamação que bateu recorde de participantes no município, com carreatas e muito som. A greve dos professores tinha atingido uma adesão superior a 80% sem o funcionamento de creches e escolas municipais.
Fim da greve





