Ana Luiza Dobeck (29 anos) foi condenada a sete anos e meio de prisão pelos crimes de homicídio culposo e lesão corporal grave após mais de doze horas de julgamento, na última quarta-feira, 7, no Fórum da Comarca de Balneário Piçarras. Ela foi acusada por ter atropelado e matado a jovem Bruna Gaeski (16 anos) em 2004, quando voltava de uma festa.
O julgamento, em júri popular, acabou com uma decisão unânime dos setes jurados, todos homens. Por ser ré primária, Ana Luiza cumprirá só um sexto da pena e em regime semiaberto, quando o acusado apenas dorme na prisão. A defesa ainda poderá recorrer, mas não informou se irá tomar essa atitude.
De acordo com o processo, o acidente aconteceu às 6h do primeiro dia de 2004. Ana Luiza voltava da boate Bali Hai e, segundo os autos, dirigia embriagada, em alta velocidade e realizando manobras arriscadas quando perdeu o controle do carro. Bruna, que estava na beira da Avenida Nereu Ramos, morreu na hora. Raul Ravello Filho, que estava junto, sobreviveu apesar de lesões corporais graves.
Contudo, Ana Luiza negou a versão, durante o julgamento. Ela disse que bebeu apenas uma taça de champanhe, para brindar a virada, que dirigia a 50 quilômetros por hora e que um veículo a ultrapassou e a impediu de ver os jovens na beira da estrada. “Não bebi porque estava dirigindo”, disse. “Era a primeira vez que eu dirigia até o Bali Hai, porque antes eu não tinha carteira”, acrescentou.
Testemunharam contra Ana Luiza quatro pessoas: um bombeiro que atendeu a ocorrência, o vigilante onde ela deixou o carro próximo ao Bali Hai e dois homens que presenciaram a batida. Todos mantiveram o discurso de que a jovem estava alcoolizada, versão que ela negou durante todo o julgamento.
Ana Luiza reside em São Bento do Sul com o marido e três filhos pequenos. A família Gaeski, da vítima, é de Curitiba, onde mantém o Instituto Dias Melhores (www.institutodiasmelhores.com.br), criado em 2004, em homenagem a Bruna Gaeski e que presta assistência jurídica gratuita a pessoas vítimas de acidentes de trânsito.
Oito anos após acidente, acusada é julgada culpada





