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Piçarras
quinta-feira 9 de julho de 2026

Peixarias ainda esperam aumento das vendas

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O movimento nas peixarias de Balneário Piçarras ainda é pequeno neste período de quaresma. Entre os comércios consultados, a venda do pescado oscila entre queda e pequeno crescimento no período considerado de reflexão e de purificação do corpo, até a sexta-feira santa.
“Mesmo que pequeno, há um crescimento nas vendas. Não posso reclamar”, conta Fabiano Luiz Scottini, o Tigrão, empresário do ramo. Ele frisa que consegue aplicar preços mais atraentes por adquirir o produto direto dos pescadores.
Oferecendo o pescado com valores entre R$ 3 e R$ 10 o quilo,Tigrão não sabe precisar o percentual de aumento no período da quaresma. Contudo, prevê um crescimento maior. “Na semana que antecede a sexta-feira santa acredito que as vendas aumentem”, completa.
Já na peixaria de Ismael Corrêa, o movimento caiu. Ele estima uma baixa na venda local de 50%. “Hoje em dia não há mais respeito com a data. Se minha peixaria dependesse das vendas locais eu já tinha fechado as portas”, afirma. Ele trabalha direcionado na venda interestadual.
Entretanto, há quem mantenha a tradição. Na família de Gláucia Costa dos Santos Francisco, o peixe está a mesa, ao menos, duas vezes por semana. “Comemos peixe não todos os dias. Durante a quaresma ele é servido sempre às quartas e sextas”, revela.
Já na residência de Luzia Espindola Corrêa a quaresma é respeitada da mesma forma. “Ao menos em dois dias da semana não comemos carne, pois remete à morte”, crê. A abstenção da carne vermelha representa um gesto simbólico.
De acordo com os religiosos, é um convite para uma atitude de reflexão e de purificação do corpo e da mente aos quarenta dias que Jesus passou no deserto. A escolha do peixe como alimento está ligada a duas passagens Bíblicas sendo a principal a da multiplicação dos peixes e dos pães, que era o alimento mais abundante da época.
 

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