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quinta-feira 29 de fevereiro de 2024


Estudo do Sebrae revela que pequenos negócios serão os mais afetados

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Moda, varejo tradicional, alimentação fora do lar, construção civil, beleza, logística e transportes e peças automotivas são os setores mais atingidos com os impactos da crise econômica provocada pela pandemia Coronavírus em Santa Catarina. Esses são alguns dos resultados do estudo realizado pelo Sebrae/SC, que estima ainda prejuízos em mais de 583 mil empresas que atuam nessas categorias dentro território catarinense.

O estudo também aponta que no Estado há 785.147 negócios formalizados, entre microempresas (MEs), pequenos negócios e microempreendedores individuais (MEIs). Desse número, 583.073 sofrerão diretamente, o que corresponde a 74% dos negócios. O restaurante da família de Luiz Daniel Sanches da Silveira, em Balneário Piçarras, vai ao encontro das estimativas do Sebrae/SC.

Desde que a quarentena foi imposta pelo Governo do Estado, o empresário soma prejuízos. “Perda de pelo menos 37,7% da receita bruta no mês de março e mínimo 50% no mês de abril”. Eles conseguira amenizar as perdas através do serviço de delivery, mas tiveram que reduzir adotar medidas administrativas.

“Férias de 30 dias para 25% dos funcionários, férias coletivas para 60% dos funcionários e duas demissões por enquanto”, acrescentou. Caso o cenário estadual não se altere dentro dos próximos dias, Luiz Daniel não descarta “mais demissões”.  Na visão do Sebrae, o planejamento financeiro será fundamental para nortear as decisões dos empreendedores, principalmente com base na análise de quanto a recessão afetará seu negócio.

“As orientações transmitidas aos empresários são de proteger seus colaboradores, de reavaliar as estratégias do negócio que precisará fazer adaptações, de aproveitar capacitações gratuitas e de adotar medidas de proteção ao caixa, com planejamento financeiro, pois a longevidade ou a transformação do empreendimento dependerá da disponibilidade de recursos”, analisa o gerente regional do Sebrae/SC, Enio Albérto Parmeggiani.

O Sebrae/SC tem agido para prestar orientações práticas aos empresários e contribuir com a redução dos reflexos econômicos da doença sobre as micro e pequenas empresas. “Precisamos cuidar da sobrevivência dos pequenos negócios, uma vez que são eles quem garantem a geração de emprego e têm maior capacidade de se adaptar e se reinventar para enfrentar esse momento”, comenta o diretor superintendente do Sebrae/SC, Carlos Henrique Ramos Fonseca.

Foto por: Felipe Bieging

REDAÇÃO, JORNAL DO COMÉRCIO
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