A juíza de Direito da Comarca de Balneário Piçarras aceitou na quarta-feira, 23, a denúncia oferecida pelo Ministério Público e Polícia Civil para indiciar Mariléia Pereira a responder pela morte de seu marido, Anderson Vicente Zancanela. Agora, ela responde pelo crime de homicídio duplamente qualificado e fraude processual.
A defesa de Mariléia – feita pelos advogados Edilberto Antonio Kuss, Carolina Pinto Figueiredo e Maria Eugenia Furtado – tem dez dias para rebater e alegar tudo o que interesse à sua defesa, oferecendo ainda documentos e justificações sobre a acusação, assim como especificar as provas pretendidas e arrolar testemunhas.
“Ela (Mariléia) premeditou, planejou e executou o crime”, disse o delegado, Wilson Masson. Presa no Presídio Feminino de Itajaí, Mariléia disse ao longo das investigações que se “sentia sufocada dentro da relação” e que a única forma de se “livrar” do marido seria o matando. O crime ocorreu após uma discussão, segundo Masson.
Mariléia poderá ser condenada de 12 a 30 anos de prisão, com acréscimo ainda de dois anos por fraude processual. “Ela tentou esconder as provas do crime”, explicou o delegado. Mariléia tentou lavar o carro da família e a garagem da casa, escondeu o machado supostamente usado no crime em locais diferentes e plantou provas para simular uma história.
Na noite de 6 de agosto, ela matou a golpes de machado, Anderson foi assassinado pela esposa em uma região afastada de Santa Lídia, em Penha. O corpo foi achado na noite do dia 7. No domingo, 9, Mariléia tentou suicídio, tomando herbicida e antidepressivos. Foi levada ao Hospital Marieta Konder Bornhausen. A Polícia Civil a prendeu na terça-feira, 11.
O casal estava junto há sete anos e tinha uma filha de quatro aninhos. Eles moravam no Nossa Senhora da Paz.





