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quinta-feira 9 de julho de 2026

Justiça eleva pena de Liquinha para 109 anos

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O Tribunal de Justiça de Santa Catarina aceitou o pedido do Ministério Público e aumentou a pena de Luiz Carlos Flores, o Liquinha. Inicialmente condenado a 97 anos e seis meses de prisão,  nova decisão publicada dia 16 elevou a sentença para 109 anos e seis meses de reclusão em regime fechado. O crime é considerado um dos mais brutais de Penha.

Na nova decisão, a justiça levou em conta as circunstâncias relacionadas à culpabilidade, à personalidade e às consequências dos crimes para aumentar a pena. “..principalmente em razão do alto grau de reprovabilidade das condutas levadas a efeito pelo agente criminoso, isto é, embora vivendo em uma residência familiar, em condições de harmonia, resolvera ceifar a vida de seus entes queridos em razão do uso de entorpecentes, premeditando toda a ação delituosa e munindo-se de um martelo para o sucesso da empreitada nefasta”, pontua a decisão.

Réu confesso de ter assassinado a golpes de marreta a mãe, pai, irmã e sobrinho – em 7 de dezembro de 2012 – Liquinha foi condenado em março deste ano em júri popular realizado na comarca de Florianópolis.  Em seu julgamento, apesar de ter confessado a autoria dos crimes, disse não se lembrar do ocorrido.

No dia do crime, Liquinha disse ter consumido cinco latinhas de cerveja e duas “buchas” de cocaína. Depois disso afirmou que ficou possuído e que algo oculto tomou conta de sua mente. “Mas agora saí do mundo da droga”, se defendeu no dia do julgamento. Após o ato criminoso, Liquinha  tomou banho, limpou as armas do crime e  pediu ajuda. Ele alegava ter encontrado toda a família morta.

O CRIME
De acordo com os autos do processo, a “Chacina da Penha” começou pela mãe: Carmem Cunha Flores (69 anos). Com uma marreta de aproximadamente cinco quilos, Liquinha a golpeou na cabeça. O ato teria outra motivação: fazer com que a mãe não sofresse ao saber da morte da filha, Leopoldina Flores (41 anos). A irmã era o principal alvo de Liquinha.

Ele matou Leopoldina porque ela o questionava quanto à procura por emprego e constantes pedidos de dinheiro aos pais para sustentar o vício em cocaína. Com um martelo, a irmã  foi assassinada, em seguida. O sobrinho, Pedro Henrique (10 anos) e o pai, Luiz Nilo Flores (72 anos) acabaram assassinados da mesma forma e para que não houvesse testemunhas do bárbaro ato.
 

REDAÇÃO, JORNAL DO COMÉRCIO
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