Um terceiro envolvido no crime de fraude bancária, protagonizado no último dia 18, também já foi preso pelos investigadores da Divisão de Defraudações da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DEIC). O técnico em eletrônica, Jorge Luiz Krauel (57 anos), de Balneário Camboriú foi preso, dia 23, e confessou que colocou “um dispositivo em uma impressora ligada à rede do Banco do Brasil a pedido de integrantes da associação criminosa”, afirmou em depoimento, mas que desconhecia para qual fim. Jorge era um prestador de serviços terceirizado do banco.
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No depoimento, assinado pelo delegado Raphael Souza Werling de Oliveira, consta que a instalação do dispositivo foi “fundamental para a realização da subtração de valores provenientes de precatórios judiciais mediante fraude”. O equipamento permitiu que Márcio Vanderlei Merfort (37 anos) e Alexandre Menon (40 anos), ambos de Balneário Piçarras, transferissem cerca de R$ 1,5 milhão para conta da empresa de Márcio. Os dois foram presos logo após sacarem parte da quantia, R$ 700 mil.
Em seu depoimento, Jorge disse que foi procurado pelos presos e alegou desconhecer a funcionalidade do equipamento instalado, mas confirmou que o instalou na impressora em troca de um empréstimo de “R$ 10 mil para pagar umas contas”, que seria feito por Márcio e Alexandre. Ele reconheceu Márcio e Alexandre como os fornecedores do equipamento e confirmou que precisou fazer o procedimento diversas outras vezes, em virtude de falhas no funcionamento – alegadas pela dupla. Jorge não recebeu os R$ 10 mil emprestados. “Eu estou pronto para ajudá-los (investigadores do Deic). Eu quero agora é ajudar, porque eu não sou [choro], desculpe”, narrou. Na versão de Jorge, Márcio e Alexandre o procuraram para fazer a oferta.
Márcio e Alexandre estão presos no Complexo Penitenciário do Vale do Itajaí, em Canhanduba. Alegando “receio” de ser encaminhado para a mesma unidade em virtude da presença de Márcio e Alexandre, Jorge está recolhido na carceragem da DEIC, em Florianópolis. Márcio e Alexandre já tiveram dois pedidos por liberdade negados e no último dia 28, foram oficialmente denunciados pelo Ministério Público do Estado (MP/SC), com aceitação também sacramentada pelo juiz da 1ª Vara Criminal de Itajaí, Luiz Octavio David Cavalli.
Eles têm prazo de dez dias para apresentarem defesa sob a acusação de furto qualificado (com abuso de confiança, ou mediante fraude, escalada ou destreza e mediante concurso de duas ou mais pessoas) e também por associação de 3 ou mais pessoas, para o fim específico de cometer crimes: Juntas, as penas podem chegar a 11 anos.
Foto por: Reprodução Depoimento





