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Piçarras
segunda-feira 15 de abril de 2024


Centro de Atendimento Comunitário é formado no bairro Itacolomi

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O prédio que abrigava o posto da Polícia Militar de Balneário Piçarras, no bairro Itacolomi, agora tem nova funcionalidade: tornou-se um Centro de Atendimento Comunitário. Entidades locais ganharam o direito de gerir o espaço, que passará a servir para reuniões comunitárias de grupos que atuam em diversos segmentos sociais. A mudança foi oficializada no último dia, 20, em reunião com os representantes legais do espaço.

“Um grande marco para o município de Balneário Piçarras. Precisamos voltar a atenção das pessoas para outro lado, da conscientização e prevenção comunitária, e não que continuem no apego por um espaço que não é parâmetro para medir aumento ou diminuição de Segurança Pública e que por anos não vinha tendo uso correto”, enalteceu a presidente do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg), um dos grupos a gerir o espaço, Raphaela Staack Michel.

Ao lado do Conseg na gerência do espaço, estarão o Coletivo das Mulheres do Brasil em Ação (CMBA), Associação de Moradores do bairro Itacolomi (AMITA) e o Conselho Municipal de Saúde (Comusa) – que terão o apoio direto da PM-SC. A equipe agora canaliza suas atenções em reparos no prédio e descaracterização policial da fachada do prédio, que pertence ao grupo WEG.

“Na verdade estamos buscando dar mais utilidade a ela (base), pois só a PM não consegue ter um uso efetivo. Com essa ampliação (de uso) fará com que haja uma maior circulação de pessoas lá, podendo receber a comunidade e ouvir as necessidades locais. A PM usará da mesma forma que vem usando até hoje, dentro da sua capacidade. Mas, havendo esse compartilhando, acredito que terá mais utilidade”, detalhou o capitão da PM, João Gabriel de Moura Iglesias

A presidente do Conseg reforçou ainda que a mudança na utilização do prédio, que já era pouco aproveitado pela corporação policial, não diminuirá a atuação do efetivo no bairro. “Policiais dentro do posto não trazem diferença, mas estando nas ruas cuidando de todos nós, sim. Hoje, o posto se torna Centro de Atendimento Comunitário, buscando ajudar entidades locais a atenderem população em espaço adequado”, analisou. No próximo dia 13 de outubro, o Conseg realiza sua terceira reunião pública.

No segundo encontro após a reativação do Conselho, dia 8 de setembro, a presidente lamentou a pouca participação popular – apesar da intensa movimentação nas redes sociais. “É lamentável ver a tamanha cobrança de nossos munícipes sobre Segurança Pública atrás de telas e redes sociais, e o desinteresse no estar presente quando surge oportunidade. Em nossa segunda reunião tivemos a presença de quatro vereadores, chefe do gabinete do prefeito, três funcionários da câmara e dois moradores, além de nosso conselho. Me pergunto: onde estão as pessoas que exigem mudanças? Torna o processo ainda mais lento”, finalizou.

[ ABRE ASPAS ] Raphaela Staack Michel, presidente do Conseg

JC – Quais a pauta principal das reuniões do Conseg?

Raphaela: A pauta principal é sempre conscientizar a população no sentido ação x reação. Devemos sempre cobrar e exigir por Segurança Pública, é um direito nosso como cidadão, mas é também dever. Dever que cada munícipe tem de se envolver e de fazer seu papel/contribuição em meio a sociedade. É fazer uma reflexão: você tem sido um bom vizinho? Pratica a política de boa vizinhança? Se envolve no que é interesse da cidade (ações e etc)? Como vem educando seus filhos?  Tem a consciência de estar sendo um bom cidadão, fazendo as coisas conforme as leis ou mantendo respeito e educação com meio ambiente e também com o próximo?  Segurança Pública envolve tudo, não só autoridades, mas como indivíduos também. Se conseguirmos mudar percepções e se conseguirmos união, conseguiremos atuar na Segurança Pública como um geral. E sim, estamos buscando novos membros que pensam pra frente, com atitudes/ideias, não só reclamações.

 

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