O presidente da Câmara de Vereadores de Balneário Piçarras, Jorge Luiz da Silva (MDB), utilizou a tribuna do parlamento – durante a sessão ordinária do último dia 3 – para cobrar melhorias ao bairro Itacolomi. As questões de segurança pública e baixo investimento em ações de manutenção e infraestrutura basearam o discurso do parlamentar, considerando ainda a localidade como o foco do crescimento imobiliário da cidade.
Observando a região Norte com um dos epicentros da criminalidade, Jorge pontuou que o poder público não deu real importância à proposta tecnológica de ampliação do monitoramento urbano. “Desde o ano passado, eu venho falando muito da segurança pública, ou, da insegurança pública […] Na minha humilde opinião, a nossa cidade tem desperdiçado esse mecanismo (tecnologia de monitoramento). Eu não sei se é por falta de informações, falta de competência, eu não sei, eu ainda não consegui identificar o que está faltando para que isso comece a funcionar no nosso município”, disse.
Ele parabenizou o Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) – que, com a parceria da iniciativa privada – instalou quinze câmeras com reconhecimento de placas e faces, numa tentativa de dar aporte às polícias Civil e Militar e elevar a sensação de segurança. “É um problema da cidade inteira, mas o Itacolomi, em especial, está numa situação terrível. Todo dia, virou mania, o cara passar com um portão nas costas”, acrescentou.
Jorge ainda comparou os sistemas de monitorando de Balneário Piçarras e Penha, que tem as mesmas empresas operando – pontuando que no município vizinho há uma aceitação maior do poder público na questão. “Os números melhoraram quando foram instaladas câmeras de segurança, é inegável. Eu sei como é, eu já morei lá”, reforçou. “Eu peço ao município de Balneário Piçarras que dê uma atenção especial (à tecnologia de monitoramento), requereu.

INFRAESTRUTURA E MANUTENÇÃO
“Eu tenho feito isso com muita frequência (andado pelas ruas do bairro Itacolomi). Lá, tem ruas que assusta”, resumiu o presidente do parlamento, referindo-se à situação as vias transversais às principais avenidas que cortam o bairro por inteiro. Ele observa que a atual situação favorece ainda mais o crescimento.
“A gente só quer que dê uma atenção para o bairro Itacolomi. Na minha visão, parece que tem uma linha imaginária: Itacolimi/Piçarras. E isso, também é uma questão de segurança pública. Quando o bairro é muito bagunçado, parece que a criminalidade é maior”, analisou. Numa linha comparativa com ações realizadas pelo Governo na Zona Rural, Jorge acredita que o Governo Municipal precise priorizar investimentos públicos em regiões de maior crescimento demográfico.
“Eu vejo tanto investimento no interior – e a gente precisa investir, é claro – mas, tudo é uma questão de prioridade. A cidade está passando um momento bom na questão de recolhimento de dinheiro só que não consegue fazer tudo de uma vez só. Precisa de prioridade. Na minha opinião, os moradores do interior querem uma estrada boa, não precisa ter uma estrada de 50 metros de largura – nesse momento, não. […] Nós temos uma situação aqui no Itacolomi que precisa ser vista urgentemente”, categorizou.
“Eu estou aqui, pedindo encarecidamente, […] eu peço para que dê uma atenção pro bairro Itacolomi porque a situação está precária. Em dias de chuva, se você não conhece o bairro Itacolomi, você pode ficar atolado lá”, encerrou o presidente do parlamento municipal.
“Estamos dialogando com especialistas para que possamos compreender melhor quais são os melhores produtos existentes no mercado e a melhor tecnologia”
Em recente entrevista ao Jornal do Comércio, o secretário de Segurança Pública, detalhou suas estratégias para a pasta. “Em outra frente, serão integrados outros setores da prefeitura que influenciam no padrão ambiental das células, como instalação de câmeras de monitoramento, sinalização, limpeza de lotes baldios com mato alto e iluminação pública. Isso porque, estudos têm demonstrado que uma boa manutenção da cidade contribui para a inibição da criminalidade”.
Ele ainda afirmou que a “pretensão da atual gestão é que sejam instaladas câmeras de monitoramento com a funcionalidade de realizar a leitura de placas de veículos por meio da tecnologia OCR, bem como o reconhecimento facial, tanto durante o dia, como à noite, gerando alertas para as centrais de monitoramento e diretamente para as viaturas mais próximas dos locais de emergência. Este serviço de cercamento eletrônico é eficaz e agrega valor ao policiamento. Estamos dialogando com especialistas para que possamos compreender melhor quais são os melhores produtos existentes no mercado e a melhor tecnologia. Isso é indispensável, inclusive, para que possamos solicitar a troca de câmeras existentes no município e até mesmo realizar uma licitação pautada em um termo de referência que possua especificações para a aquisição de câmeras e/ou softwares que possam atender todas as necessidades do município”






Finalmente alguém falou a verdade. É incompreensível a magnitude do investimento que o prefeito está fazendo no interior e no cemitério, enquanto o maior bairro da cidade está precário.
Aliás, falando em coisas incompreensíveis, segue a seguinte matéria
https://oisc.com.br/2022/05/04/prefeito-tiago-baltt-vai-pagar-50-mais-caro-que-o-resto-do-pais-pelo-metro-quadrado-da-obra-do-cras/
Por que o jornal do comércio não falou sobre ou entrevistou o prefeito a respeito?
No mínimo estranho
Outro fato no mínimo estranho, é o prefeito utilizar os caminhões da sua família, bem como máquinas de sua empresa e matéria prima (brita, etc), em quase todas as obras do município. Como está se dando essa contratação? A que preço ?
Ainda que os preços praticados pela empresa Baltt sejam os melhores (o que acho difícil), partindo do princípio ético e isonômico (e até legal), isso jamais poderia ocorrer, afinal, o prefeito está utilizando a máquina pública em benefício próprio, é quase um nepotismo indireto.
Agora, se eu como cidadão comum consigo notar esses aspectos, o que fazem os jornalistas? Moram em outras cidades? Andam vendados pelas ruas da cidade?
Não sou a favor nem contra político A ou B, mas esses são temas de interesse público e o trabalho investigativo e esclarecedor de um jornalista deveria ser parâmetro básico no exercício das suas funções…mas,..vai entender.