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quarta-feira 17 de abril de 2024


Casan solicita licenças ambientais para implantação do Sistema de Esgotamento Sanitário de Barra Velha

Vamos iniciar a licitação, mas, dar a ordem de serviço apenas após a licença ambiental ser concedida. Assim, adiantamos o processo em 90 dias”, detalhou Pedro Joel Horstmann

Foto, Fernando Schroeder
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A Casan protocolou no Instituto do Meio Ambienta do Estado (IMA), no último dia 12, os pedidos de Licença Ambiental Prévia (LAP) e Licença Ambiental de Instalação (LAI) para o início das obras do Sistema de Esgotamento Sanitário de Barra Velha, iniciando pelo bairro de Itajuba. No mês que vem, a concessionária também deflagra o processo licitatório na ordem de R$ 50 milhões para as obras – que espera iniciar em outubro.

Reunião de detalhamento foi reservada à vereadores e gestores municipais – Foto, Felipe Franco

A situação foi detalhada em uma restrita reunião na tarde de quinta-feira, 25, envolvendo o diretor de operação e expansão da Casan, Pedro Joel Horstmann, alguns vereadores e o prefeito, Douglas Elias da Costa (PL). “Vamos iniciar a licitação, mas, dar a ordem de serviço apenas após a licença ambiental ser concedida. Assim, adiantamos o processo em 90 dias”, detalhou Joel.

O Sistema de Esgotamento Sanitário de Barra Velha, chamado pela Casan de SES/Itajuba, vai atender uma região com população estimada de 5.578 habitantes e permitirá 3.693 ligações – totalizando um atendimento inicial de 15%. A capacidade da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) é para 50 litros de rejeitos líquidos por segundos, número que permitirá a ampliação do sistema.

“Conforme a apresentação, tenho certeza de que toda a equipe da Casan está empenhada em ajudar Barra Velha a ter a coleta e o tratamento de esgoto e água suficiente para todos no verão”, disse o prefeito da cidade, em nota oficial. A ETE foi projetada para Tratamento Terciário, um dos mais modernos, já que que remove inclusive fósforo e nitrogênio dos dejetos que serão devolvidos ao Rio Itajuba.

A previsão da Casan é concluir o SES/Itajuba até dezembro de 2025. O cronograma pleno de trabalho, conforme o Plano Municipal de Água e Esgoto Sanitário, prevê uma cobertura de tratamento de esgoto na ordem de 90% até final de 2033. Governo Municipal e Casan assinaram, em março passado, um Termo de Aditivo de Contrato – prolongando a exploração dos serviços de saneamento para mais 30 anos.

ETE de Itajuba terá sistema de tratamento Terciário, um dos mais modernos

Assim que as ligações junto ao sistema forem autorizadas, a cobrança sobre o tratamento de esgoto também terá início. O valor da futura tarifa será de 100% sobre o valor apurado pelo consumo de água tratada.

Pelo relatório apresentado pela Casan, entre obras já em execução e previsões, os valores investidos na cidade somam R$ 174 milhões: R$ 124 milhões em abastecimento de água e outros R$ 50 milhões em tratamento de esgoto.

Nova rede buscará água no Rio Itapocu

A Casan aguarda o desfecho dos pedidos de licenciamento ambiental junto ao IMA para dar o start às obras da nova adutora de 900mm que irá captar água do Rio Itapocu – distante 17 quilômetros da Estação de Tratamento de Água (ETA). “Se não fizer, em 3 anos não terá água em Balneário Piçarras e Varra Velha”, alerta Joel. Sua citação faz alusão os atuais mananciais, que não irão suportar o crescimento demográfico da região. A cidade de Penha, que compra água da Casan, também seria afetada. Para implantação da longa rede adutora, serão investidos cerca de R$ 100 milhões.

Na vertente do abastecimento, a Casan espera inaugurar no mês que vem os quatro reservatórios de inox implantados no centro, no Morro das Antenas. Cada um possui capacidade de 250m³, totalizando mais 1.000m³ de água reservada. O valor investido é de R$ 6.848.877,00. Em Itajuba, está sendo implantado um reservatório de 1.500m³, ao custo de R$ 2.850.940,99. A previsão de conclusão é agosto.

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