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Piçarras
segunda-feira 22 de abril de 2024


“Sofrendo as consequências de uma duplicação em que nós não fomos contemplados”

O parlamentar piçarrense, João Bento Moraes (PSDB), pode se manifestar na audiência que discutiu fluidez do trânsito na BR-101, momento em que expos a realidade local

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O vereador de Balneário Piçarras, João Bento Moraes (PSDB), teve voz durante a audiência pública da Comissão de Transportes e Desenvolvimento Urbano da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) para discutir a fluidez do trânsito da rodovia BR-101, entre as cidades de Governador Celso Ramos e Barra Velha. “Estamos sofrendo as consequências de uma duplicação em que nós não fomos contemplados em nenhuma situação”, discursou na tribuna.

A audiência ocorreu no último dia 5, no Plenarinho Deputado Paulo Stuart Wright, momento em que João Bento elencou as principais prioridades da cidade: a manutenção das marginais, construção da marginal e viaduto para o bairro Itacolomi e duas passarelas: no acesso aos bairros Lagoa e Nossa Senhora da Conceição. “Apesar de esperançoso, notei que Balneário Piçarras nunca existiu para a concessionária Arteris Litoral Sul”, acrescentou ao Jornal do Comércio.

O vereador piçarrense endossa sua fala pontuando que “durante toda a audiência pública eu escutei falarem de Governador Celso Ramos, Porto Belo, Itapema, Balneário Camboriú, Itajaí, Navegantes, Penha e Barra Velha. Pulam Balneário Piçarras como se ela não existisse, desconhecendo por completo a realidade do nosso crescimento demográfico e econômico”.

“Durante toda a audiência pública eu escutei falarem de Governador Celso Ramos, Porto Belo, Itapema, Balneário Camboriú, Itajaí, Navegantes, Penha e Barra Velha. Pulam Balneário Piçarras como se ela não existisse”

JOÃO BENTO MORAES

Recentemente, a Arteris Litoral Sul confirmou que o trabalho de manutenção das marginais de Balneário Piçarras não está no atual contrato de concessão exploração da Rodovia – que termina em 9 anos. “A situação dos acessos e das nossas marginais, em especial à do sentido Sul, é deplorável e perigosa. Não condiz com a atual realidade de Balneário Piçarras. Se eles não podem fazer a manutenção, quem pode?”, opinou João Bento.

O resultado da audiência pública será uma ata documental. Ela será enviada para a bancada catarinense no Congresso Nacional “buscando o envolvimento e o comprometimento de todos os parlamentares. Debate esse que foi motivado pelos frequentes congestionamentos e acidentes na rodovia”, disse o autor do requerimento para realização da audiência, Emerson Stein (MDB), também coordenador da recém-criada Bancada Parlamentar do Vale do Itajaí.

“As reuniões quinquenais de revisão do contrato foram extintas, o que já é uma vitória. Agora, as inclusões no contrato ocorrem por meio de reuniões extraordinárias entre a ANTT e Litoral Sul por meio das demandas regiões. Espero que, ao menos, a manutenção das nossas marginais seja inclusa. Quanto aos demais pedidos, sei que levarão anos. Falo isso porque durante essa audiência, a Litoral Sul apresentou um projeto de melhorias que já nos foi apresentado em 2019, durante uma audiência aqui na Câmara de Vereadores de Balneário Piçarras”, encerrou.

Resultado das tratativas será levado à Brasília (DF) – Foto, Solon Soares / Alesc

A AUDIÊNCIA

Segundo Stein os principais levantamentos abordados na audiência foram “sinalizações padronizadas inclusive de velocidade, respostas mais rápidas nos acidentes, inclusão dos projetos do trecho em discussão que ficaram fora neste momento, incluindo assim Barra Velha, Balneário Piçarras, Itapema, Porto Belo, Tijucas e Governador Celso Ramos. Será dado andamento já nos projetos atuais, do município de Penha a Balneário Camboriú” – conforme anunciado recentemente pela ANTT.

O encontro contou com a presença de representantes da Arteris Litoral Sul, PRF, Ministério Público, Dnit, ANTT, Fiesc e Fetrancesc, além de vereadores e entidades municipais. O presidente da comissão, deputado Antídio Lunelli (MDB), abriu a audiência cobrando agilidade no desenvolvimento e na conclusão das obras necessárias. “Entre elas, destaco a implantação de terceiras faixas neste trecho de 80 km, capaz de melhorar em 50% o escoamento do tráfego nos pontos críticos da BR-101”, apontou.

Durante a reunião, os órgãos competentes fizeram apontamentos como a importância da rodovia para a logística nacional e internacional, o crescimento urbano desordenado, erros no projeto e na execução da BR-101, preocupação com o meio ambiente e, também, o fato do trecho ser um destino portuário (com quatro portos ao longo da sua extensão) e turístico.

LEIA: ANTT conclui cálculos para implantação da terceira faixa entre Penha e Balneário Camboriú

O representante da Fetrancesc, Rui Gobbi, ressaltou problemas na sinalização da rodovia. “Solicitamos à PRF uma melhoria na sinalização vertical e nos painéis luminosos, em especial sobre o limite de velocidade”, disse. Ele também sugeriu celeridade no caso de acidentes em que a pista fica interditada. A sugestão foi recebida positivamente pelo superintendente da PRF, Avelino Machado, que afirmou existir um trabalho para conscientizar a população sobre a retirada de veículos da pista em casos de acidentes leves.

ARTERIS PROMETE NOVA TERCEIRA FAIXA

O representante da Arteris, Antônio Cesar Ribas Sás, explicou que há um estudo de ampliação da capacidade da BR-101. E a exemplo do que aconteceu na Grande Florianópolis, em Palhoça, a empresa avalia a possibilidade de implantar uma terceira faixa e até mesmo uma quarta faixa neste trecho Norte da rodovia. “A solução não é definitiva, mas de rápida execução”, afirmou.

Segundo ele, já está em fase de elaboração um projeto de terceiras faixas de Balneário Camboriú a Penha, nos dois sentidos. “Além disso, estamos planejando a construção de uma ponte sobre o Rio Itajaí na ligação das marginais. Manteríamos a ponte já existente e com a nova estrutura, desviaríamos o tráfego para esse local e faríamos a ampliação de capacidade da ponte atual para incluir o acostamento ou a continuação da terceira faixa”, apontou. Outras melhorias consideradas pela Arteris no trecho são a criação de uma faixa exclusiva para moto e uma base de apoio para caminhoneiros.

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