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quarta-feira 29 de maio de 2024


Matias assume e quer economia de R$1,5 milhão

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De acordo com um levantamento preliminar divulgado na terça-feira, 12, pelo prefeito de Barra Velha em exercício, Claudemir Matias, o dinheiro que a Prefeitura Municipal deve a diferentes fornecedores alcança os R$ 2 milhões. Em virtude da situação financeira caótica da administração, o prefeito assinou a exoneração de mais de 40 funcionários de cargos comissionados, ação que ele vê como a solução para diminuir as despesas dos cofres da Prefeitura.
“Temos uma lista de 30 fornecedores que não receberam pagamento e ainda vários contratos com empresas sem assinar. O prefeito anterior há 30 dias que não frequentava o prédio da Prefeitura”, comentou Matias. Ainda existe a possibilidade do número de exonerados chegar a 50, porém o número ainda não foi ratificado pelo Executivo.
Matias considerou que a redução de cargos e a rescisão de contratos permitirá à administração poupar R$ 150 mil mensais ou aproximadamente R$ 1,5 milhão por ano. “Quando cheguei à Prefeitura os funcionários comissionados estavam receosos. Não havia documentos de nada. Temos R$ 540 mil na caixa da Prefeitura. Agora é importante colocar a casa em ordem já que faltam insumos na saúde, óleo diesel para os ônibus escolares e a merenda escolar precisa ser garantida aos alunos da rede municipal. As rescisões estamos fazendo, já para o pagamento vão ter que esperar “, destaca.

Prazos
De acordo com a previsão, o prazo para a reorganização administrativa e financeira da Prefeitura será de três meses, mas não está descartada ainda a possibilidade de que o prefeito afastado pelo Ministério Público Federal, Samir Mattar, volte ao cargo.
Alguns secretários que foram mantidos na administração de Matias aceitaram reduzir o valor do seu salário passando a serem contratados no cargo de diretores, já diretores de órgãos como a Fundação de Meio Ambiente ou a Fundação de Esportes seriam contratados com cargo de assessores.

Enxugada administrativa
A secretaria de Turismo também foi extinta e foi mantida apenas a Fundação Municipal de Turismo, que estará encarregada de coordenar a temporada de Verão e os principais eventos de promoção turística e cultural da cidade. As despesas com o aluguel do escritório da Fundação Municipal de Meio Ambiente também foram cortadas.
A ampla sala localizada ao lado do prédio da Caixa Econômica Federal, que custava R$ 3.500,00 mensais dos cofres da administração, foi reduzida a uma sala dentro da Prefeitura Municipal. “Vamos poupar cerca de R$ 30 mil que vão servir para investir nos serviços para a comunidade”, comentou o prefeito.

Leilão
Dentro do programa de corte de despesas, também será leiloado o veículo Chevrolet modelo Captiva, que o prefeito Samir tinha comprado, cujo valor no mercado chega a R$ 120 mil. Com a venda da camionete será adquirida uma Van para transportar os pacientes do município que realizam hemodiálise em Joinville todos os dias. Desta forma será diminuída a despesa do serviço para o município. “Também entrarão no leilão ônibus de transporte escolar que estão gerando despesas grandes em manutenção por causa do uso”, afirmou Matias.

Anulação
O britador que serviu para colocar macadame, britas e rachão nas principais pavimentações de ruas e avenidas da cidade estava prestes a ser leiloado junto com a pedreira de extração. Esta semana a Prefeitura anulou o leilão que tinha sido aberto pela administração anterior. O investimento do município no britador tinha sido, na época, de cerca de R$ 1 milhão.

Legislativo
O prefeito Matias informou que já realizou uma primeira reunião com os vereadores da Câmara Municipal para garantir o diálogo e o apoio do Legislativo. Com o afastamento do presidente da Câmara ,Valdir Tavares o novo presidente é o vereador Nivaldo José Ramos que durante a cerimônia de posse desejou uma boa gestão e manifestou o apoio ao novo prefeito.

Prioridades
A administração da crise vai ter como principais projetos a serem concluídos o prédio do Centro de Educação Infantil do bairro São Cristóvão, já que 300 crianças estão aguardando vagas. Também será concluído o calçadão da Praia do Tabuleiro, que passou a metade da temporada de verão em obras e ainda hoje impede o correto trânsito de pedestres.
O principal problema na conclusão de obras corresponde à pavimentação da rua por onde passa a tubulação pluvial do rio Cancela. Segundo Matias, a empresa que deve pavimentar a pista não garantiu que a pedra utilizada na galeria, Ardosia, vai aguentar a compactação da pista para asfaltamento. “Os técnicos da empresa Vogelsanger informaram que não há garantia de que será possível compactar. Caso a pedra quebre,vamos ter que suspender a pavimentação porque senão serão R$ 700 mil jogados fora”, encerrou Matias.
 

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