Depois de vários pedidos – ainda não respondidos por autoridades da concessionária Autopista Litoral Sul em reivindicação de novos acessos para BR-101 – a Prefeitura Barra Velha agiu por conta própria. Nesta sexta-feira, 2, retirou os ‘guard-rails’ colocados no quilômetro 88,5 da marginal da rodovia, liberando o acesso de veículos.
A administração havia informado à empresa que administra a BR, na quarta-feira, 23, que caso não fosse cumprido o acordo de sinalizar e realizar obras de segurança, o fechamento do acesso à rodovia seria retirado. “Até o momento não houve nenhuma resposta”, informou o prefeito Claudemir Matias, no dia primeiro.
A ação de abertura do acesso à BR aconteceu com o objetivo de melhorar a segurança na pista, já que por falta de entradas no sentido Norte-Sul, tem aumentado consideravelmente o fluxo de veículos em alta velocidade. Já no local não existe calçada, acostamento ou sinalização, embora exista um alto número de pessoas que transitam por ali.
A marginal também é o principal acesso de moradores a escolas municipais e estaduais, além de creches e um posto de saúde. “O fechamento do acesso à BR aumentou o fluxo de carros e caminhões em alta velocidade pela marginal que somente permite o ingresso à pista depois de quatro quilômetros de percurso. Há um maior risco para os munícipes e nenhuma providência foi tomada por parte da empresa concessionária”, garante Matias.
A Litoral Sul informou que o acesso à marginal, na altura do km 88,3, foi fechado porque é irregular do ponto de vista de engenharia, apresentando risco à segurança dos motoristas. Fontes do jornal destacaram que deste o fechamento do acesso entre dezembro de 2011 e fevereiro já foram registradas 30 ocorrências ao longo da marginal.
Atualmente o risco parece ter piorado para o pedestre. O morador do bairro Itajuba, Miguel Pires, cujo filho estuda na escola Prefeito Bernardo Aguiar, na localidade onde o trecho foi fechado, chegou a enviar um e-mail para a ouvidoria da concessionária solicitando maior sinalização e calçada para que os alunos de escolas que circulam pelo acostamento tenham mais segurança. “A empresa respondeu que não era da sua responsabilidade a criação de estrutura para melhorar o local e assegurou que o tema devia ser tratado com a prefeitura”, frisa Miguel ao Jornal do Comércio.
Kézia Jucilene Mafra, diretora da Escola, informou que 80% dos alunos da instituição voltam a pé da escola ou são buscados por familiares que utilizam esse acesso. “Não percebemos se houve aumento de veículos circulando, porém é verdade que não há acostamento nem sinalização no local e que os carros passam em alta velocidade”, comenta a diretora.
Até o encerramento da edição a empresa não emitiu opinião sobre a decisão da Prefeitura.
Foto por: Ezequiel Díaz Savino





