O diretório do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) de Balneário Piçarras segue indefinido quanto às eleições de outubro. De acordo com o presidente, Paulo Maia, a sigla aguarda a realização da convenção municipal e os diálogos políticos para definir sua linha para o próximo pleito.
“Eu como presidente, vou defender a ideia do partido lançar candidato a prefeito. Mas a executiva é que irá definir”, confirmou o presidente, não descartando coligações ou aceitando outras propostas. Oscar Francisco Pedroso e Ricardo Gerck são os principais nomes do partido caso a candidatura própria seja confirmada.
Os nomes à vereador também só serão divulgados após a convenção. Maia revelou apenas um diálogo com o Partido dos Trabalhadores (PT), por intermédio de Antônio Beduschi, o Nico, ex-peemedebista. “Conversamos rapidamente com o Nico. Ele reforçou sua intenção e propôs coligação, mas nada oficial”, disse.
Utilizando um discurso democrático, Maia colocou nas mãos da executiva e filiados qualquer decisão da sigla. “Apenas vou dar minha opinião, que é de candidatura própria. Mas eles (executiva e filiados) é que irão decidir”, confirmou.
PMDB notifica Pera após denúncias
A executiva do partido notificou o vereador, Antônio João Pera, a prestar informações sobre supostas atitudes que iriam ao desencontro da fidelidade partidária. Segundo Maia, o PMDB recebeu denúncias de que Pera estaria filiando peemedebistas no Partido Progressista (PP), que governa o município. “Eu, pessoalmente, duvido que ele tenha feito isso. Mas precisamos saber a versão dele, por isso o notificamos”, explicou.
O vereador, no entanto, negou veementemente que tenha feito isso. “Jamais fiz isso. Não jogo esse jogo. Querem que eles me provem que cometi esse delito”, defendeu-se. Ele questiona a notificação e afirma que foi de consenso de toda a executiva. “Minha filha é vice-presidente do partido e não ficou sabendo dessa decisão. Se fosse para tirar alguém do PMDB eu tiraria toda minha família”, acrescentou Pera. “Se eles não estão contentes comigo, que me expulsem do PMDB”, encerrou.
Durante dois anos e meio, o vereador esteve licenciado das funções parlamentares para ocupar o cargo municipal de Gestor da Casan na administração compartilhada com a Prefeitura. O cargo é público, com vencimentos de secretário, e nomeado exclusivamente pelo prefeito.





