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segunda-feira 26 de fevereiro de 2024


Samir retorna e diz que prefeitura tem dívidas

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O prefeito de Barra Velha, Samir Mattar (PMDB), reassumiu na semana passada o comando da administração municipal com um panorama pouco alentador. Segundo ele, dívidas e a falta de dinheiro no caixa podem colocar em risco as contas públicas e ainda receber o recorte de repasses do Governo Federal.
Cauteloso, Samir regressou para concluir seu mandato num panorama diferente do deixado antes do seu afastamento. Com quatro milhões no caixa da administração e mais de dois milhões de reais de dívida, de acordo com fontes do JC, a administração do empresário acionista da Weg terá o desafio de escolher entre manter os serviços públicos ou liquidar prestações.
Segundo o prefeito, a exoneração dos cargos comissionados realizada pelo vice-prefeito, Claudemir Matias, teria esvaziado o caixa da Prefeitura. Somente na rescisão dos contratos foram pagos mais de R$ 230 mil, entre eles, vários secretários ou funcionários de confiança que tiveram que ser novamente recontratados e acabaram gerando um gasto desnecessário ao município neste momento.
A situação é tão crítica que nos bastidores circula a informação de que o início das parcelas do décimo terceiro salário dos servidores não poderá ser pago ainda por falta de fundos.
 

ENTREVISTA

JC: Como está atualmente a situação financeira da Prefeitura?
SAMIR: Ainda estamos levantando a situação da prefeitura, porém vamos informar em breve. Com a dificuldade financeira do município não vamos poder preencher todos os cargos.

JC: Qual foi a repercussão das exonerações do mandato de Matias na folha de pagamento?
SAMIR: O pagamento de exonerações vai provocar atrasos na folha. Vamos informar aos funcionários. Estamos trabalhando para conseguir pagar, aparentemente não terá verba suficiente. O prefeito usou o termo de que o dinheiro é capim e deixou a prefeitura quebrada. Ele deixou R$ 200 mil no caixa. Vamos ter que tocar a prefeitura do jeito que está, não vai ter dinheiro para combustível, para pagar merenda, para nada. Essa dívida que temos de mais ou menos cinco milhões de reais não vai dar para pagar. Até eu sair, em julho, sempre tínhamos um mês de salários guardados para emergência.  Ele quis fazer política garantindo 3 mil votos da prefeitura. Deu-se conta que se acontecesse minha volta seria um desastre, seu plano político veio por água abaixo.

JC: Os projetos em andamentos da administração de Matias terão continuidade?
SAMIR: Aqui está uma relação dos projetos, mas isso aqui não diz nada, porque quem teve um elemento como vice-prefeito que fez tudo para derrubar o prefeito com denúncias mentirosas, como que você vai acreditar numa folha de papel dizendo o que tem que fazer e o que não tem que fazer. Para se concluir uma obra tem que deixar o projeto e o dinheiro. Eu deixei a Beira-Mar Central 99,9% pronta e ele disse que foi ele que fez.

JC: Vai participar das eleições de outubro?
SAMIR: Não tem nada definido ainda, os partidos estão procurando candidatos. Se não surgir um novo nome sou capaz de fazer um sacrifício novamente para que Barra Velha não regrida.

JC: O PMDB tinha solicitado sua expulsão do partido ano passado, quando foi afastado, hoje a situação mudou?
SAMIR: Existe o refrão “Só se bate em cachorro morto”, eu voltando à prefeitura ressuscitei. Estou ativo e sou do PMDB, tenho força dentro do partido mas nem isso me obriga a ser candidato a prefeito, mas só vou se não tiver mais ninguém. Eu já cansei. A minha única intenção é que o Matias não ganhe mais nada porque ele é o causador desta situação política de Barra Velha. Se tivesse seguido a ética hoje estaria aqui sentado se preparando para a diplomação em dezembro, mas jogou tudo fora. Traição não se admite.

JC: Eurides dos Santos, procurador da prefeitura afastado, foi muito questionado no seu governo, ele tem hoje algum envolvimento na administração?
SAMIR: Eurides está fora do quadro da prefeitura. Ele não participa de nada, comigo não. Ele até paga para não participar da prefeitura. São as palavras dele. Talvez vai trabalhar com Matias.
 

Foto por: Ezequiel Díaz Savino

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