“Nós vamos lançar o edital agora. Tem trinta dias, se nenhuma empresa recorrer, senão é quarenta cinco dias o prazo. O que a gente está imaginando é que a dragagem vai durar em torno de 60, no máximo 90 dias”, disse o prefeito de Balneário Piçarras, Umberto Luiz Teixeira (PP), durante a apresentação do projeto de recuperação da Praia Central, dia 22, na Câmara de Vereadores. Segundo ele, a praia estará reformulada até novembro.
Explanando por meio de uma apresentação virtual, Teixeira apresentou valores e a forma como a praia será refeita. A obra está dividida em três etapas: construção dos molhes, alargamento da faixa de areia e revitalização do calçadão. De acordo com o prefeito, o projeto completo vai custar R$ 16.980.720,47. “Eu acho que em novembro deve estar até com o calçadão pronto”, afirmou, respondendo à pergunta de uma moradora.
CONSTRUÇÃO DOS MOLHES
Teixeira iniciou a apresentação do projeto explicando a função dos molhes. Segundo os estudos do projeto, a função deles é de desviar o curso das correntes marinhas, principalmente nos períodos de ressaca, quando ventos nordestes comandam a maré. “A corrente passa lambendo a costa e essa é a função dos molhes, evitar que isso ocorra”, contou.
O primeiro molhe já foi concluído e tem 143 metros de comprimento com mais 63 de estrutura transversal. Já o segundo tem dez metros a menos de comprimento e deve ser concluído dentro das próximas semanas.
“Todo mundo queria saber o porquê do formato dos molhes. Porque era T de Teixeira, ai olhando de cima parece que era um onze. Houve muita polêmica, mas o pessoal gosta de ficar inventando”, afirmou, explicando sobre a função das pontas transversais construídas ao final de cada espigão.
O custo do trabalho é de R$ 2.125.058,28 provenientes do Governo do Estado (R$ 1.5 milhão) e Governo Municipal (R$ 625.058,28), que é realizado pela empresa Baltt Terraplanagem.
ALARGAMENTO DA PRAIA
Dois quilômetros da orla receberão cerca de 790 mil metros cúbicos de areia. As obras devem começar no quebra mar da Rua Alexandre Guilherme Figueredo e seguir no sentido norte até o espigão da Avenida Getúlio Vargas. Em seguida, as máquinas começam a trabalhar no sentido sul, até o molhe da barra do Rio Piçarras.
A areia depositada será retirada de uma jazida situada cerca de doze quilômetros da costa, mesmo local utilizado na obra de 1998. A técnica utilizada para depositar os grãos na praia será “pumping line”, também utilizada na primeira obra. Uma draga de sucção e recalque de médio porte deverá bombear o material por meio de uma monoboia localizada a uma distância de dois quilômetros da praia.
“Não quer dizer que iremos resolver o problema”, ressaltou Teixeira. O valor empregado na obra é de R$ 13.191.874,35. Desse total, R$ 10 milhões vêm do Governo Federal e R$ 3.191.874,35 da Prefeitura. Ainda não há empresa contratada, decisão que deve sair dentro do próximo mês, com a realização da licitação. “A tendência é de que a areia que for depositada fique mais tempo”, salientou.
A expectativa é dez anos de permanência. “É um processo continuo. Não há o que fazer”, comentou Teixeira salientando a necessidade de futuros novos engordamentos. Após o alargamento da faixa de areia, o projeto ainda prevê o plantio de vegetação de restinga (herbáceas e arbustivas) em 3,55 metros da areia. A área será isolada e identificada como área de preservação.
REURBANIZAÇÃO DA ORLA
Com sistema de drenagem pluvial, pavimentações com piso guia e rampas de acesso, decks, acessos, bancos e guarda corpo, paisagismo e mobiliário, o custo do projeto é de R$ 1.301.672,19 (R$ 1 milhão do Governo Federal e R$ 301.672,19 da Prefeitura). A licitação foi lançada. Leia mais na página 12.
Foto por: Felipe Bieging





