A Câmara de Vereadores de Balneário Piçarras rejeitou, em primeira votação, o projeto de lei que altera a destinação de recursos financeiros oriundos da vendada Rua Novo Horizonte (realizada em 2011 pela antiga administração).Originalmente destinados à Educação, o prefeito Leonel Martins (PSDB),quer remanejar o dinheiro para a Saúde para reativar a principal Unidade de Saúde da cidade e teve o pedido negado na noite de terça-feira,8. Segunda votação acontecerá dia 15.
O documento altera a destinação dos recursos restantes da venda da rua (R$ 547.814,14) para o Posto de Saúde Central. Foram contra a mudança os vereadores Gercino Medeiros (PP), Oscar Francisco Pedroso (PMDB), Maurício Köche (PP), Julio Cesar Teixeira (PP),Oswaldo Moreira Junior (PT).Veja a sessão no site oficial da Câmara, na opção vídeos. O Governo afirma que irá usar o recurso na compra de equipamentos médicos e aquisição do lote que foi invadido durante as obras de ampliação da unidade, na gestão passada. A rua foi vendida por R$ 780 mil. A lei municipal que permitiu a venda da rua determina a aplicação do valor na Escola Municipal Professora Francisca de Borba, no Bairro Itacolomi.
Durante a discussão, os parlamentares trocaram inflamados discursos. Situação e oposição mantiveram o constante diálogo comparativo de governos. Enquanto progressistas defendiam a ideia de manutenção do recurso para o setor educacional do Itacolomi – citando ainda uma possível utilização para cobrir gastos com folha salarial – o bloco de sustentação salientava a importância coletiva da reativação do Posto de Saúde Central.
Caso o projeto volte a ser rejeitado, o dinheiro permanecerá vinculado à escola do Itacolomi, que segundo o prefeito, agora já está pronta. Com relação ao Posto de Saúde, Leonel Martins afirmou que trabalha com o orçamento estipulado pelo ex-governo e, que em virtude da baixa arrecadação registrada no período, a Prefeitura não possui finanças para equipar a Unidade, quitar o terreno e reabrira o local ainda este ano.
PROJETO SEMELHANTE TAMBÉM FOI REJEITADO
No ano passado um projeto semelhante também utilizaria o recurso para outro fim e também foi rejeitado, votação que aconteceu no dia 18 de dezembro. O ex-prefeito queria aplicar capital oriundo da alienação de bens para cobrir pendências financeiras no Fundo Social dos Servidores Públicos (FUSPI). Os vereadores Maurino da Cunha (PSDB), Flávio Tironi (PSD), Ivo Fleith (PSDB), Ademar de Oliveira (PSDB) e Manoel Binhotti (PMDB) foram contra. Na ocasião, os já vereadores, Gercino, Maurício e Júlio foram a favor.





