A crise financeira atual do Corpo de Bombeiros Voluntários de Barra Velha foi alvo de alerta feito pelo vereador Jorge Mário Borghetti, o Doutor Jorge (DEM), nesta terça-feira, dia 21 de março, durante os discursos da sessão legislativa ordinária. Doutor Jorge considerou que a corporação, com 48 voluntários em atividade, está prestes a fechar suas portas, devido à falta de apoio em geral e recursos financeiros muito aquém do que precisa para ser mantida.
O comandante da corporação, Thiago Fernandes, e a gestora Kelly Paloco estavam presentes na sessão. Doutor Jorge anunciou que está agendando para uma reunião emergencial com o prefeito Valter Zimmermann (DEM) na tentativa de encontrar soluções para evitar que o grupamento socorrista feche suas portas. O horário do encontro ainda não foi definido, mas acontecerá na Prefeitura.
“Todos sabem que essa corporação não tem salários”, disse Doutor Jorge. “Mas há gastos com manutenção, capacitação, vestuário; não nem mesmo um caminhão de incêndio existe hoje para eles”, frisou o parlamentar, que foi um dos fundadores do corpo de bombeiros, há 15 anos, junto de apoiadores ou bombeiros como Jean Sanson e Benício Abreu da Silva.
Doutor Jorge lembrou que ao longo da sua trajetória, os bombeiros voluntários auxiliaram ações individuais do próprio médico, no tratamento de dependentes químicos que precisam de encaminhamento, tratamento e internação. “Os voluntários me ajudaram a encaminhar jovens dependentes de drogas, filhos de gente importante aqui de nossa cidade. Sem cobrar nada. E hoje, o que o poder público e a sociedade garantem para essa corporação?”, questionou.
Na visão do parlamentar, o que se pede para a manutenção do CBV “não é esmola”. Ainda de acordo com o médico, a reunião com o prefeito Valter será uma forma de buscar soluções para custeio, nem que seja em parte, desses serviços. Outro meio é intensificar a campanha da destinação de recursos através da fatura da Celesc, em qualquer valor.
Fundado em 30 de outubro de 1995, a corporação, hoje com 48 bombeiros formados, presta de 120 a 200 atendimentos mensais, em ações emergenciais dentro de Barra Velha, atendendo no combate a incêndio, resgate veicular, apoio à comunidade em geral, cursos de formação regulares e apoio à Defesa Civil nos casos de desastres e sinistros, entre outros serviços.
A corporação, que hoje conta somente com três ambulâncias e um veículo para transporte pessoal, sobrevive apenas com os repasses do Estado, através da Associação dos Bombeiros Voluntários de Santa Catarina (ABVESC), e a campanha dos mantenedores via conta de luz. Mas a receita caiu muito no ano de 2016, e segundo a gestora Kelly Paloco, o quadro se agravou em 2017 e a sobrevivência está ameaçada.
A ampliação da arrecadação mensal garantiria a continuidade dos serviços e manutenção dos equipamentos, e futuramente, se buscaria a compra de um caminhão de combate a incêndio, que é hoje a maior demanda da corporação. “Moradores ou veranistas podem colaborar aderindo à campanha da conta de luz, doando qualquer valor”, comenta Kelly.
Foto por: Juvan Neto | CVBV





