O prefeito de Barra Velha, Valter Zimmermann (DEM), usou as redes sociais para se pronunciar referente a atos administrativos que geraram polêmica em pouco menos de três meses de governo. Direcionando sua fala à manifestação verbal feita por um jornalista do Grupo RBS durante o Jornal “Bom dia Santa Catarina”, Valter falou sobre a compra de um veículo de luxo, criação de cargos comissionados e ainda reajuste salarial parcelado.
Recentemente o Governo fez a compra de um veículo Honda CR-V, 4×4 para uso exclusivo do gabinete, no valor R$ 132 mil. Houve muitos questionamentos a respeito da real necessidade do veículo e de tal gasto. A Organização Barra Limpa (OBAL) tentou paralisar a licitação, inclusive, mas não obteve sucesso. “O município nada perde com a compra já que, no final do mandato, o veículo permanece na Prefeitura”, rebateu Valter.
Com aprovação da Câmara de Vereadores, Valter ainda criou 19 cargos comissionados e que ao final de um ano vão gerar um gasto de R$ 1,1 milhão com folha salarial. Para o prefeito, o município cresceu e, como consequência, a procura pelos serviços públicos também aumentou. “Alguns cargos precisaram ter a denominação alterada por exigência do governo do estado. A Defesa Civil, por exemplo, contava apenas com um coordenador, esse cargo teve a denominação alterada para diretor da Defesa Civil, o que não gerou a contratação de um novo funcionário”, explica. Ele afirmou que maioria dos cargos resultou de desmembramento de secretarias, nas quais os cargos já existiam.
O reajuste salarial aos servidores, segundo Valter, foi de 8% dividido em oito vezes, sendo pago 1% ao mês. Contudo, deste percentual total, 3% é de recomposição inflacionária do ano de 2016, e 5% um aumento real ao servidor. Valter ainda mudou a data base dos reajustes de 01 de janeiro de 2017, para 01 de maio de 2017. O projeto também desvinculou o índice INPC como percentual de base para reajuste. O Sindicato dos Servidores considerou essa atitude como um retrocesso.
Os contrapontos de Valter foram feitos após veiculação de matéria jornalística do grupo RBS. Nela, a equipe de jornalismo se mostrou crítica quanto a real necessidade dos gastos com o veículo e folha salarial de comissionadas, contrapondo ainda com alegações de falta de recursos públicos para pagar o reajuste dos servidores à vista, ou investir em saúde – uma das grandes demandas da cidade.
O posicionamento televiso ganhou repercussão nas redes sociais. Milhares foram as visualizações e os comentários negativos quanto às ações de Valter. “Não vejo absolutamente nada fora daquilo que se esperava”, comentou um ex-vereador da cidade. Outro internauta atribuiu, ainda, mea-culpa aos vereadores – que poderiam ter barrado as ações durante as votações dos projetos. “O apresentador da TV disse que foi o prefeito que fez isto. É apenas ‘meia verdade’, pois quem realmente aprovou que tais despesas existissem foi a Câmara de Vereadores”.
Em apenas uma vertente de compartilhamento, o fato gerou mais de 6 mil visualizações, 183 compartilhamentos e dezenas de comentários.





