A Secretaria de Assistência Social de Penha promoveu uma reunião interna para discutir a respeito da situação dos moradores de rua do município. Segundo balanço realizado pela pasta, hoje há pelo menos 60 pessoas nesta situação. “São pessoas em condições de extrema vulnerabilidade social”, analisa o secretário, Sérgio de Mello
A reunião – que teve a presença da Saúde, Educação, Polícia Militar e Gabinete do Prefeito – traçou estratégias para lidar com esse problema, começando pelo monitoramento dos sem-teto. “Queremos dar apoio para que saiam dessa condição se elas desejarem sair, ou que suas condições de vida não sejam tão ruins”, explica.
A comissão elaborou uma estratégia de abordagem que constituirá em duas etapas. Na primeira, será feito um mapeamento de onde estão e quem são os moradores de rua de Penha; atendimento de saúde imediato, com exames e tratamento; determinar se o local onde pernoitam não é inadequado, e buscar soluções nesse sentido.
Na segunda etapa, os moradores de rua serão encaminhados ao CREAS (Centro de Referência Especializado em Assistência Social), onde receberão atendimento psicológico, e incentivados a buscar melhorias nas suas condições de vida. “Coisas simples como tomar um banho, obter novas roupas usadas que vamos arrecadar através de doações, um corte de cabelo, que serão feitas também no CREAS, fazem muita diferença para essas pessoas”, acredita o secretário.
Outra atuação será no sentido de recuperação de dependentes químicos, problema que afeta muitos sem-teto. “Estamos fazendo um convênio com o sítio Caminho Novo, em Balneário Piçarras, onde poderemos enviar as pessoas nessa situação que quiserem se recuperar”, adiantou.
Sérgio conta que pelo menos 16 moradores em situação de rua já foram encaminhados para suas cidades de origem pela secretaria: “Entramos em contato com suas famílias e os convencemos a voltar, pagando sua passagem”, descreveu.





