Apesar de registrar queda de 3,2% em relação às eleições de 2014, o percentual de abstenção dos eleitores se manteve alto, segundo o Cartório Eleitoral da 68ª Zona. Um total de 10.220 eleitores de Balneário Piçarras, Barra Velha, Penha e São João do Itaperiú – que fazem parte do mesmo reduto eleitoral – não foram às urnas no último domingo, 7, totalizando um percentual de 17,66% dos 57.854 aptos ao voto.
“Esse número, provavelmente, reflita da mesma maneira nacional. Tivemos um número muito elevado de justificativas nas nossas seções”, definiu a chefe do Cartório Eleitoral, Milene Guadanhin Chamma Possamai. Foi de Barra Velha o maior percentual de abstenções. 5.644 barra-velhenes deixaram de ir às urnas, perfazendo 24,54% dos 23.015 eleitores em condições plenas de voto. Nas eleições de 2014, 11.747 eleitores não votaram, totalizando 20,38%.
Milene adianta que “um turno não interfere no outro” e que não votou e também não justificou a ausência no 1º turno poderá votar normalmente no 2º turno. Mas, terá de se regularizar posteriormente, ou pagar a multa de R$ 3,51. “Se tiver uma justificativa, com documentos que comprovem um motivo para a ausência, pode apresentar no Cartório Eleitoral dentro de 60 dias”, recomendou.
Além das abstenções, as urnas regionais também contabilizaram um elevado número de votos Nulos e Brancos. Aferindo apenas os cargos em que haverá o 2º turno, 3.141 eleitores (1.972 Nulos e 1.169 Brancos) não votaram para presidente. Para governador, o número dobra. Foram 6.927 (3.767 Nulos e 3.160 Brancos) eleitores sem opinião.
O eleitor de Balneário Piçarra, Elias Liano (23 anos), forma o percentual de abstenções na cidade. “Não fui votar, pois nenhuma das propostas me convenceu, nosso sistema eleitoral é falho e o voto não devia ser obrigatório”, alegou. Ele acrescentou que manterá a mesma postura para o 2º turno. “Também não irei votar, os dois candidatos (presidência) que temos são reflexo da falta de preparo dos eleitores, por isso me abstenho”, encerrou.
Mas, na visão do cientista político, Sérgio Saturnino, há grandes chances de o número de abstenções e indecisos diminuir. Ele acredita que com a polarização dos candidatos, principalmente por conta de filosofias de abordagens completamente diferentes, o eleitor acabará fazendo uma opção. “Agora talvez sim. Agora o eleitor está a par dos resultados e deve acabar optando por um candidato”.
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