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quinta-feira 16 de julho de 2026

Falta de vagas em cemitérios de Barra Velha volta ao debate no parlamento

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Preocupado com a problemática situação da falta de vagas nos cemitérios de Barra Velha, o vereador Maurício de Simas (PSD) propôs que a Prefeitura reserve nova área para instalação de um cemitério local. A proposição, lida em plenário nesta terça-feira, 11 de setembro, pede que haja atenção especial a essa demanda, e também à questão da dificuldade de se obter licenciamentos ambientais para novos cemitérios.

Maurício lembrou que tanto o cemitério central, na Rua Pedro Alcântara de Freitas, como o de Itajuba, na Avenida Itajuba, estão lotados, e levantou amplo debate por parte dos vereadores barra-velhenses. “Há novas gavetas mortuárias aqui no centro, mas são poucas vagas”, observa o vereador. “Mesmo em Medeiros, no interior, o espaço já está diminuindo”, completa.

Em apartes, vários vereadores também debateram o tema. Marciel Berlin (PSB) observou que a administração anterior acompanhou essa demanda, visualizando uma possível área em Medeiros, nos fundos do atual cemitério da comunidade evangélica do bairro. Na visão de Marciel, esse espaço seria o ambientalmente mais correto, pois é alto e livre de alagamentos.

“O problema maior é mesmo a dificuldade de licenciamento nos órgãos ambientais”, considerou Berlin, lembrando que a área citada em Medeiros seria pertencente ao grupo alemão Butting, e poderia haver uma negociação visando esse cemitério. “Nas áreas centrais de Barra Velha não há mais qualquer possibilidade de encontrar ou licenciar uma área nova”, pontuou.

Já o vereador Jorge Borghetti (DEM) lembrou que a solução ambiental mais adequada é a cremação, mas ela não é acessível às pessoas, e que novos espaços teriam que ter gavetas adequadas. “Creio que há áreas passíveis de receber o novo cemitério, mas tem que ter vontade política”, citou Jorge. E Thiago Pinheiro (PSB) finalizou destacando que o Plano Diretor desde 2008 define como prioridades do Município a definição de áreas para dois cemitérios.

Maurício de Simas finalizou citando que levantou o debate porque é preciso cobrar tanto do Município quanto dos órgãos ambientais a questão dos cemitérios, pois a comunidade tem cada vez mais dificuldades quando o assunto é encontrar espaços para sepultamentos, principalmente no centro e em Itajuba.

REDAÇÃO, JORNAL DO COMÉRCIO
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