Elas começaram a chegar. As gigantes dos mares já navegam pelo Atlântico que costeia o litoral catarinense, sendo avistadas – ao longo dos últimos dias – na região de Balneário Piçarras e Penha. Jubartes e francas seguem seu instinto migratório e encontram nas águas catarinas um local de segurança para o ciclo de reprodução.
Geralmente, os avistamentos são registrados mais distantes da costa por pescadores, mas, com um pouco de sorte, é possível observar as baleias da praia. Nos últimos anos, o surgimento delas têm crescido no litoral, fato que ainda tem uma explicação científica. Por isso, é bom ficar atento ao horizonte e também às redes sociais.
As baleiras procuram o litoral norte, nesta época do ano, para realizar sua reprodução e a escolha por um lugar com menor profundidade tem critérios de segurança no instinto animal. Durante este período a baleia está com seu instinto mais sensível, portanto é preciso ter cuidados na observação. A distância máxima para se aproximar dos cetáceos, com os motores da embarcação ligados, é de 500 metros.
Esses animais são protegidos por Leis Federais e Ambientais, sendo proibida sua captura, perseguição ou perturbação, sob pena de multa, prisão e apreensão da embarcação utilizada no ato criminoso. Outro fator que preocupa os ambientalistas, é as rede fixa de pesca – proibida em todo território catarinense, conforme portaria do Ibama de junho de 1999.
No último dia 5, por exemplo, na região das Ilhas Itacolomi, uma jubarte ficou emalhada em uma rede deste tipo. Um pescador que navegava próximo percebeu a situação e conseguiu salvar o animal.
OUTRAS ESPÉCIES
A chegada do frio não atraia apenas as baleias. Pinguins e lobos-marinhos também são frequentes. Alguns, inclusive, acabam se perdendo do grupo migratório e chegam até a costa. Eles precisam de ajuda e o procedimento correto é ligar para o 0800.642.3341 (Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos -PMP-BS) e comunicar sobre a localização .
“Tentar manusear o mínimo possível. É claro, que se for um pinguim – que não oferece tanto risco – até pode colocar ele em uma caixa de papelão e deixá-lo em um local mais tranquilo e aquecido”, explica o coordenador da Unidade, Jeferson Dick. Stress, cansaço, hipotermia, desidratação, problemas gastrointestinais, intoxicação alimentar e lesões causadas por capturas acidentais em redes de pesca são os diagnósticos mais comuns dos pinguins encontrados na costa catarinense.
Foto por: Edelson Bagattoli





