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segunda-feira 13 de julho de 2026

Vereadores relatam ofensas e intimidações por parte de servidora pública

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Os vereadores do PSDB de Balneário Piçarras, Adriana Linhares, Terezinha Pinto e Maikon Rodrigues, utilizaram a tribuna do parlamento – durante a sessão ordinária do último dia 30 – para afirmarem que foram vítimas de ofensas e intimidações por parte de uma funcionária pública comissionada da Prefeitura de Balneário Piçarras, lotada na Secretaria de Saúde.  O fato teria ocorrido no dia 29, quando eles estiveram na pasta em busca de informações sobre a forma com que os serviços de saúde voltados à Covid-19 vêm sendo oferecidos aos pacientes.

Vestindo uma camiseta branca com os dizeres “Sem vergonha de fiscalizar”, Adriana e Terezinha foram as mais enfáticas em seus discursos. “Fui humilhada na Secretaria de Saúde do meu município, a qual eu fui fiscalizar e foi feito deboche de mim e dos meus parceiros, citando que ‘a comitiva Drica chegou’. A comitiva Drica não. A comitiva de vereadores que querem trabalhar e fazer a diferença, porque fomos visitar os centros de Covid da nossa cidade e é vergonhoso o que encontramos”, disse Adriana, em um extenso desabafo.

Terezinha complementou na sequência, mostrando indignação com a expressão ouvida durante a ida à Secretaria de Saúde. “Pela primeira vez fui chamada de sem vergonha. E ainda, sem vergonha por querer trabalhar. Fomos eleitos para estar na rua e atender as demandas da população”, pontuou a vereadora Professora Terezinha em tribuna, que complementou “A Secretária (de Saúde, Gladys Brodersen) é uma excelente pessoa, acredito que se ela estivesse atuando com o pensamento dela a saúde estaria diferente hoje. Deixem a mulher trabalhar”.

O vereador Maykon Rodrigues iniciou o uso da tribuna, local onde os parlamentares possuem imunidade, e lembrou que “o papel do vereador é de fiscalizar e legislar”. João Bento Moraes, também do PSDB, não fez parte da comitiva de fiscalização, mas saiu em defesa dos colegas. “O vereador é de direito fiscalizador. Ele tem esse direito e inclusive com aval do prefeito e do vice-prefeito. Quando o vereador vai lá e vê o problema, ele está ajudando a própria administração a resolvê-lo”.

A ida à Secretaria de Saúde foi posterior a fiscalizações realizadas no Centro de Triagem Covid 24h e aos dois Centros de Acolhimento – que recentemente foram criados nas Unidades Básicas de Saúde da Lagoa e Itacolomi. “Estivemos lá porque a população nos pediu”, categorizou Adriana. Atendimento deficitária no acolhimento ao paciente, a espera que acontece do lado de fora das unidades e a superlotação de espaços foram algumas das situações constatadas pela comitiva.

A Prefeitura de Balneário Piçarras foi procurada para se manifestar sobre o assunto, mas ainda não se pronunciou. Recentemente, o prefeito Tiago Baltt (MDB) esteve na tribuna, onde foi pedir implicitamente a revisão da votação do projeto de lei que obriga a Prefeitura a responder oficialmente todas as indicações dos vereadores, e afirmou que todas respostas podem ser obtidas diretamente com os secretários, ressaltando que eles têm “as portas abertas”. O projeto ainda não foi votado em segunda votação.

VEREADORES DE SITUAÇÃO COBRAM ATITUDE

Os vereadores que formam o bloco governista, Marco Antônio Pedroso e Lucas Maia, ambos do MDB, saíram em defesa dos colegas de vereança. “Estou junto com os vereadores, que foram humilhados por essa servidora (…) Peço, mais uma vez, que as medidas sejam tomadas. Mais uma vez, vou repetir o que os vereadores falaram: se trata um vereador assim, imagina como não trata a população de Balneário Piçarras”, discursou Lucas.

Marco Pedroso também cobrou uma resposta da administração pública, considerando que foi um caso isolado e que precisa ser evitado. “Eu também peço ao vice-prefeito, que está à frente da Saúde, o Fabiano, que olhe pelos vereadores e olhe pelo respeito com essa Casa, e tome uma atitude. Que não passe despercebido”, solicitou.

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