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terça-feira 23 de abril de 2024


Vice-prefeito de Balneário Piçarras detalha ausência de médicos na atenção primária

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O vice-prefeito de Balneário Piçarras, Fabiano José Alves (DEM), cedeu explicações à população quanto à falta pontual de médicos em Unidades Básicas de Saúde (UBS´s) durante sua ida à Tribuna Livre da Câmara de Veadores, no último dia 31. Em seu pronunciamento, Fabiano pontuou que o município enfrenta consequentes recusas de profissionais aprovados no Processo Seletivo de 2019 para atuarem temporariamente nas UBS´s – fato que vem impedindo a prestação do serviço primário à população. A solução definitiva está em um concurso público, sem data ainda para ocorrer.

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“Hoje nós temos falta de médicos no município porque nós não temos o contingente profissional necessário efetivo por concurso público. Porque nós tivemos, historicamente, médicos contratados via contratação direta – ato ilegal e de improbidade administrativa”, afirmou o vice-prefeito, médico por formação. O último concurso público foi realizado em 2006, dos quais apenas dois médicos permanecem ativos no corpo clínico, de um total de 9 vagas. “Mas, que na nossa visão, o ideal seriam 24 médicos”, acrescentou Fabiano.

Na tentativa de equacionar o problema até um novo concurso público, a gestão municipal anterior promoveu, em 2019, processo seletivo para o preenchimento temporário de médicos 40h (R$ 15.824,91) e 20h (R$ 7.912,47). É justamente deste processo que a atual gestão bem buscando recompor a equipe, após saídas, afastamentos para tratamento médico e também licença maternidade. Contudo, vem esbarrando na recusa dos próprios profissionais, detalhou Fabiano.

“E, nós temos um Processo Seletivo, cujo a ocupação das vagas ali pleiteadas pelos próprios médicos não são ocupadas por eles porque – de livre e espontânea vontade – não querem ocupar, e não podemos forçá-los”, detalhou. O último edital de convocação foi publicado em 27 de agosto, momento em que o Governo Municipal chamou sete aprovados (47º ao 53º). “Um trabalho formiguinha, cansativo e que deixa nossas equipes bastante exauridas, de cansaço emocional – inclusive. Porque a gente sabe que a cobrança é grande e tem todo motivo de cobrar”, definiu o vice-prefeito, sobre o processo de chamamento. Eles têm prazo de 30 dias para responder ao chamado.

Ao longo de seu discurso, que foi incitado por recentes reclamações da parlamentar Adriana Fortunato (PSDB), Fabiano pontuou que a solução definitiva passa pela realização de um concurso público – que deve ser elaborado assim que a municipalidade concluir os estudos de formatação da nova estrutura administrativa. “Vai ser feito (concurso público), mas só daqui uns meses para frente”, narrou.

Uma alternativa estudada é o credenciamento de empresas para prestação de serviços médicos. “A população não tem culpa, nunca tem culpa. Mas nessa gestão, queremos fazer da forma legalista”, categorizou.  Enquanto nenhuma das duas posições avança, Fabiano assegurou que o governo vai “continuar chamando pelo processo seletivo”, e pediu calma à população, assegurando que os serviços especializados e no Pronto Atendimento 24h estão plena operação.

“Vocês não sabem o quanto é frustrante para um médico – nascido e criado nesta cidade, com a divina oportunidade de ser vice-prefeito e fazer algo diferente – eu ter que vir na Câmara de Vereadores para justificar a falta de médicos. Isso é cruel. Mas, é dessa forma, infelizmente, que a gente está vivendo neste momento”, citou o vice-prefeito, em seu discurso – feito posteriormente à sabatina parlamentar – que terminou em acalorada discussão entre os parlamentares Lucas Maia (MDB) e Adriana.

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