Os prefeitos das cidades de Balneário Barra do Sul, Antônio Rodrigues (PP), Pescaria Brava, Deyvison Souza (MDB) e de Papanduva, Luiz Henrique Saliba (PP), foram presos preventivamente nesta terça-feira, 6, durante operação do Grupo Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) e o Grupo Especial Anticorrupção (GEAC) do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), na operação “Mensageiro. Eles são suspeitos de participarem de esquema em fraude em licitação, corrupção ativa e passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro no setor de coleta e destinação de lixo.
Ao longo desta terça-feira, 6, foram cumpridos 15 mandados de prisão preventiva e 108 mandados de busca e apreensão em 31 municípios das regiões Norte, Sul, Planalto Norte, Vale do Itapocu, Vale do Itajaí, Alto Vale do Itajaí e Serra catarinenses. Também estão sendo bloqueados bens de 25 empresas e 11 pessoas físicas. Ao todo são 96 alvos das buscas, envolvendo órgãos públicos, residências particulares e empresas.

Em Balneário Barra do Sul, além do prefeito, seu filho o secretário de Planejamento, Urbanismo e Habitação, Jeferson Luís Rodrigues, também foi detido. A Procuradoria do Município emitiu nota oficial sobre o caso. “A Prefeitura de Balneário Barra do Sul informa que ocorreu uma operação do GAECO nesta terça-feira (6), no município similar em outras cidades de SC. O prefeito Antônio Rodrigues disponibilizou os documentos solicitados a partir de 2019, necessários à investigação. A Prefeitura está colaborando com às autoridades e aguarda que os fatos sejam devidamente esclarecidos”.

O prefeito de Pescaria Brava, no Sul do Estado, foi detido preventivamente em Brasília – durante viagem oficial. Sua defesa disse não ter tido acesso à integra do processo, que corre em segredo de justiça. A Prefeitura, porém, emitiu nota oficial confirmando a operação “junto as repartições do Poder Executivo Municipal, assim como em várias outras prefeituras do Estado de Santa Catarina. Desta feita, prezando pela transparência, o Poder Executivo Municipal se colocou à disposição das autoridades, através de seus Secretários Municipais e forneceu toda a documentação exigida, cooperando na apuração dos fatos”.

A defesa do prefeito de Papanduva, no Planalto Norte, afirma que trabalha para buscar a revogação da prisão. Ao portal G1, o advogado Manolo Del Omo, que faz a defesa do político, disse ao g1 que “nós estamos trabalhando para buscar elementos para pedir a revogação da prisão preventiva ou a conversão em liberdade provisória[…] Houve uma série de investigações, rastreamentos de GPS, monitoramentos, eventualmente contato com algumas pessoas que também estavam sendo investigadas. E isso causou mal-entendidos que vão ser esclarecidos ao longo da investigação”. A Prefeitura disse que colabora com as investigações.
De acordo com o MPSC, os mandados de busca e apreensão em órgão públicos têm como objetivo colher provas relacionas a contratos nos seguintes 20 municípios: Lages, Imaruí, Pescaria Brava, Braço do Norte, Tubarão, Capivari de Baixo, Agrolândia, Imbituba, Ibirama, Presidente Getúlio, Três Barras, Corupá, Itapoá, Schroeder, Guaramirim, Papanduva, Balneário Barra do Sul, Major Vieira, Canoinhas e Bela Vista do Toldo
A operação total, por sua vez, ocorre nos seguintes municípios: Joinville, Três Barras, Mafra, Brusque, Imbituba, Campo Alegre, Pien (PR), Lages, Pescaria Brava, Canoinhas, Laguna, Imaruí, Braço do Norte, Tubarão, Capirvari de Baixo, Agrolândia, Apiúna, Ibirama, Presidente Getúlio, Três Barras, Corupá, Itapoá, Barra Velha, Schroeder, Guaramirim, Papanduva, Balneário Barra do Sul, Major Vieira, Canoinhas e Bela Vista do Toldo.
Questionada a Prefeitura de Barra Velha disse que “em virtude de que se tratam de fatos que a atual gestão desconhece, estamos aguardando a cópia do inquérito, que tramita em segredo de justiça, para apuração dos fatos e abertura do processo administrativo competente. O Município tem colaborado com todas os questionamentos promovidos pelo MPSC e TCE/SC, fornecendo todos os dados e documentos quando solicitados. Tão logo sejamos intimados, tomaremos as medidas cabíveis, mantendo a imprensa informada”.

O GAECO é uma força-tarefa coordenada pelo MPSC e composta por integrantes da Polícias Militar, Civil e Rodoviária Federal a Secretaria Estadual da Fazenda, Corpo de Bombeiros Militar, Secretaria de Estado de Administração Prisional e Socioeducativa. O GEAC é um grupo de membros do Ministério Público de Santa Catarina que atua em investigações e ação judiciais de combate à corrupção, cujos fatos revelem maior gravidade ou complexidade.





