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domingo 12 de julho de 2026

Projeto de lei quer coibir comércio ilegal de cobre, em Penha

“A medida aumentará a segurança da população e, também, daqueles que trabalham de forma lícita, transparente e idônea, seja na coleta de recicláveis ou mesmo em sua comercialização formal”

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Tramita na Câmara de Vereadores de Penha projeto de lei que cria obrigações aos comerciantes de sucatas metálicas – pela finalidade de coibir a venda de produtos proveniente de práticas criminosas. De autoria do vereador e presidente da Câmara, Maurício da Costa (MDB), a proposta cita que eles deverão manter o registro dos materiais e dos vendedores sob pena de sanções para os que as desrespeitem.

Pelo artigo primeiro do documento lido na sessão do dia 21, “os estabelecimentos de comercialização e revenda de reciclagens e afins, do município de Penha, ficam obrigados a manter registro das informações sobre a procedência dos resíduos e fios de cobre e ainda de materiais de artefatos de ferro que comercializam, bem como de sua origem e responsável pelo fornecimento do produto adquirido”.

“É de conhecimento notório que no Município de Penha ocorrem furto de fios” (FOTO, VICTOR MIRANDA)

Os estabelecimentos registrarão os dados pessoais do responsável pelo fornecimento, tais como nome, documento pessoal, telefone e endereço, bem como a origem do material. Os estabelecimentos que não mantiverem os registros estabelecidos poderão ser multados em até 20 UFM (cada UFM tem valor de R$ 170) e terem o alvará suspenso. Em caso de reincidência, o valor da multa duplica.

“É de conhecimento notório que no Município de Penha ocorrem furto de fios, cabos e materiais metálicos de concessionárias de telefonia e energia em locais públicos. Não fosse apenas o prejuízo material causado a particulares e à própria Administração pública, precisam ser relevados ainda, o enorme problema causado à população, que muitas vezes fica privada de serviços essenciais”, embasa o parlamentar.

O vereador acredita que “a medida aumentará a segurança da população e, também, daqueles que trabalham de forma lícita, transparente e idônea, seja na coleta de recicláveis ou mesmo em sua comercialização formal”, encerra. O projeto está sendo analisado pelo setor jurídico para posterior análise das comissões legislativas.

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