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sábado 2 de dezembro de 2023


“Não se trata de investigar gestão, muito menos preocupação com a Educação”, afirma Juraci sobre CPI

A vice-prefeita e ex-secretária de Educação de Penha defendeu a abertura de uma CPI e afirma que a questão elucidará narrativas – apesar de ver o fato como político

Foto - Victor Miranda / CVP
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A ex-secretária de Educação e vice-prefeita de Penha, Maria Juraci Alexandrino (MDB), reagiu nesta quarta-feira, 20, à possibilidade da abertura de uma Comissão Parlamentar Processante (CPI) para apurar as finanças da Secretaria – alusivas ao ano de 2022, ainda sob sua gestão. Ela afirmou ser favorável à investigação para que as narrativas sejam esclarecidas, porém, definiu o fato como estratégia eleitoral para “destruir reputações”.

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“Considero excelente a Câmara instaurar a CPI da Educação. Sou a pessoa mais interessada nessa ótima oportunidade de passar a limpo as narrativas espalhadas sem veracidade”, afirmou ela ao Jornal do Comércio. O pedido por uma CPI está sendo encabeçado por Luiz Fernando Vailatti, o Ferrão, que neste momento capta as assinaturas parlamentares necessárias para formalizar a abertura da Comissão.

Recentemente, Juraci esteve na Câmara de Vereadores para tratar da polêmica – Foto, Victor Miranda

Apesar de defender a investigação via CPI, Juraci diz que vê conotação política em um período já pré-eleitoral. “Mas faço um alerta: não subestimem o povo! A cidade está atenta e sabe que não se trata de investigar gestão, muito menos preocupação com a Educação; a motivação é a eleição! Os mesmos de sempre, com a estratégia já conhecida de tentar destruir reputações”, acrescentou, assegurando total lisura no período em que esteve à frente da Secretaria (janeiro de 2021 à fevereiro de 2023).

“A cidade está atenta e sabe que não se trata de investigar gestão, muito menos preocupação com a Educação; a motivação é a eleição! Os mesmos de sempre, com a estratégia já conhecida de tentar destruir reputações”

MARIA JURACI ALEXANDRINO (MDB)

Ela defende seu nome com base em sua biografia profissional, social e política. “Mas, essa professora aqui tem história e as pessoas têm memória. Alunos, pais, professores, toda a Educação, toda a população, políticos, empresários, enfim. Penha conhece minha trajetória limpa e de resultados por onde passei”, assegurou a vice-prefeita, que recentemente conseguiu na Justiça o direito a ter seu gabinete na sede da Prefeitura.

Por fim, categorizou à reportagem do Jornal do Comércio que “não tive evolução patrimonial, não mudei de endereço; não tenho medo, tenho coragem! Estou absolutamente tranquila e pronta para o debate de alto nível em prol da Educação e da nossa cidade de Penha”. Juraci foi exonerada pelo prefeito Aquiles da Costa (MDB) em fevereiro deste ano. Nunca houve uma posição oficial sobre a decisão, que resultou no afastamento natural da dupla que venceu o pleito em 2020.

O PEDIDO DE CPI

Na sessão ordinária de segunda-feira, 18 – durante a convocação da secretária de Finanças, Camila Luchtenberg – Ferrão afirmou que iria protocolar pedido pela abertura de uma CPI para investigar com mais profundidade a temática orçamentária da Educação, no ano de 2022. Ele precisa do apoio de mais três vereadores e já conta com a assinatura de Adriano de Souza (PSDB), Roberto Antônio Leite Junior (Cidadania) e Eduardo Bueno (Cidadania).

“É necessário a abertura de uma CPI. É muito grave o que foi falado aqui. Muito grave! O que a gente faz aqui é fiscalizar, é querer que as coisas andem. Eu vou pedir o apoio dos senhores para a abertura de uma CPI”

LUIZ FERNANDO VAILATTI (PODEMOS)

“É necessário a abertura de uma CPI. É muito grave o que foi falado aqui. Muito grave! O que a gente faz aqui é fiscalizar, é querer que as coisas andem. Eu vou pedir o apoio dos senhores para a abertura de uma CPI”, solicitou. Everaldo Dal Pozzo (PL), Sebastião José Reis Junior (União Brasil), Mário Marquetti (União Brasil) e Célio Adolfo Francisco (PSDB) também se comprometeram a assinar o requerimento.

Ferrão destaca que a CPI busca trazer à lucidez uma situação que ele ainda observa com muitas interrogações. “Mas, não é uma caça às bruxas. É uma necessidade que a gente tem de que as pessoas saibam a verdade. Certas coisas não podem ficar no ar, principalmente porque a gente está vendo um desequilíbrio”, encerrou.

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