A Fundação Universidade do Vale do Itajaí informa que, por deliberação de seu Conselho Administrativo, serão mantidos todos os serviços prestados atualmente pelo Hospital Infantil Pequeno Anjo. A decisão de manter os serviços ocorre mediante o compromisso dos municípios da região e do Estado de Santa Catarina no custeio compartilhado das despesas operacionais da unidade de saúde, em reunião realizada em Florianópolis no dia 17. O Hospital possui custo, anual, de R$ 12 milhões. A receita, que inclui valores cobrados de particulares e convênios, e ajuda de custo da sociedade e governamental, até o momento, é de R$ 4,8milhões. Com isso, o Hospital Infantil Pequeno Anjo apresenta déficit anual de R$ 7,2 milhões, que são custeados pela Fundação Universidade do Vale do Itajaí.
De valores efetivos, a Prefeitura Municipal de Itajaí aumentou seu repasse de recursos, que era de R$ 85 mil, para R$ 204 mil. Os valores anunciados pelas demais prefeituras da Associação dos Municípios da Região da Foz do Rio Itajaí (Amfri), assim como do Governo Estadual, porém, ainda não foram efetivados. Os municípios aguardam uma posição do Estado para determinar seus valores, o que deve acontecer em julho. “Agora vamos aguardar a decisão do Estado que se comprometeu a agilizar a inclusão do Hospital na rede de atenção, até porque não sabemos qual será o valor que restará para o rateio entre os municípios”, explicou o presidente da Amfri e prefeito de Balneário Piçarras, Leonel Martins (PSDB).
A promessa, inicial, é de que o Hospital Pequeno Anjo seja incluso na Rede de Atenção de SC, com a expectativa é de um aporte mensal de R$ 200 mil e um investimento de R$ 3 milhões para a adaptação ao programa, mas não há confirmação. “Há uma decisão política de não fechar as portas, e isso por si dará sustentação aos trâmites administrativos. O Hospital Pequeno Anjo está na lista dos 30 hospitais que serão incluídos na Rede de Atenção que está sendo implantada em Santa Catarina e nós vamos construir essa solução em conjunto”, afirmou Colombo, citando ainda que a unidade deverá receber recursos federais com retroação ao mês de maio. “O Governo do Estado vai ajudar, não estamos nos omitindo, mas há uma forma melhor de resolvermos isso”, acrescentou em alusão ao pedido inicial da comitiva, que era de apoio financeiro do Estado.
Como contrapartida, a Fundação Univali assumiu o compromisso de melhorar a produtividade e taxa de ocupação de leitos, e oferecerá serviço de Pronto Atendimento24h e mais duas especialidades de alta complexidade: neurocirurgia e ortopedia. O atendimento, no entanto, continua restrito aos casos de urgência e emergências; pacientes encaminhados pelas Unidades Básicas de Saúde e da Estratégia da Saúde da Família; e pacientes conduzidos via Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ou Corpo de Bombeiros.
No dia 22 de abril, A Fundação Univali anunciou a possibilidade de não renovar os contratos de prestação de serviço e de encerramento das atividades do pronto-socorro do Hospital Infantil Pequeno Anjo, assim como da redução, em 50%, dos leitos destinados ao Sistema Único de Saúde (SUS) da unidade hospitalar, a partir do dia1º de julho.
O saldo de despesas do Hospital Infantil Pequeno Anjo, que totaliza quase R$ 500 mil mensais, continua sendo custeado, integralmente, pela Fundação Universidade do Vale do Itajaí. Ao longo de sua história, mais de R$ 40 milhões já foram debitados, exclusivamente, dos cofres da Fundação Universidade do Vale do Itajaí para o custeio do Hospital Pequeno Anjo.





