Quase dois mil estudantes das primeiras a oitavas séries da rede municipal de ensino de Penha estão tendo uma atenção especial em matéria de saúde. A Prefeitura aderiu oficialmente ao Programa Saúde na Escola (PSE), do Ministério da Educação, e está levando a estes estudantes várias ações de médicos e especialistas do setor, no centro e em vários bairros.O programa iniciou oficialmente dia 2 de setembro, passando pela comunidade da Escola e Creche João Batista da Cruz, no Mariscal, e na próxima segunda-feira, 16 de setembro, inicia suas atividades na Escola Básica Municipal Laci Simão Correia. O projeto, embora seja do Ministério da Educação, éuma parceria com a Prefeitura, que coloca à disposição profissionais das secretarias de Educação e Saúde.
Nesta segunda-feira, 9, por exemplo, a escola do São Francisco de Assis contará com as ações da fisioterapeuta Elaine Cristina da Costa, coordenadora do Centro Público de Fisioterapia e Reabilitação de Penha (Cefir), a qual irá desencadear uma série de atividades com os alunos – entre elas, a medição do índice de massa corporal, a aferição de altura e peso da criançada, a orientação sobre a correção postural e a pesagem das mochilas escolares. “Na comunidade do Mariscal, nós trabalhamos com 270 crianças; agora, vamos estender esse
número até o final do ano”, observa Elaine, que atua nos bairros com auxílio dos agentes comunitários do Programa de Estratégia de Saúde da Família (ESF). A intenção da organização é atingir todos os 1.991 estudantes mapeados nos próximos meses, conforme estabelecido pelo Departamento de Atenção Básica do Ministério da Saúde. O Projeto Saúde na Escola, entretanto, vai além das ações de fisioterapia para os estudantes. Segundo informa o secretário Cleiby Darossi, serão promovidas avaliações de saúde bucal,
antropométricas, oftalmológicas, verificação da situação vacinal de cada criança, orientação sobre alimentação saudável e promoção de direitos humanos. Outras ações são sobre Saúde Mental, prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e ao uso de álcool, tabaco e crack, entre outras ações. Segundo Cleiby, o calendário foi desenvolvido de forma a atender15 escolas da rede municipal de ensino, com apoio do secretário Misael Cordeiro, da Educação.
Em cada escola, quem dá suporte ao trabalho de médicos, odontólogos, enfermeiros e fisioterapeutas são os agentes de saúde locais. A escola com maior número de estudantes a serem atendidos até dezembro, dentro do projeto, é a Escola Básica Municipal Rubens João de Souza, do centro, com 559inscritos, segunda da Escola Básica Municipal João Batista da Cruz, com 340, e o Grupo Escolar Municipal Raquel Figueredo de Assis, com 220.





