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terça-feira 7 de julho de 2026

Secretário pensa em denunciar médicos ao CRM

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A Prefeitura de Penha estuda encaminhar os mais de 70 atestados médicos protolocados na Secretaria de Educação para análise do Conselho Regional de Medicina (CRM). Essa semana, o secretário de Educação, Adriano de Souza, o Tibebo, afirmou que esta decisão dependerá do aval do setor jurídico do Governo, que já verifica a questão.

 
“Nossa desconfiança é de que alguns atestados sejam comprados e até que o prazo de atestado seja estipulado pelo próprio paciente, nossos funcionários, neste caso”, disse Tibeco. Ele baseia sua citação no grande número de atestados do mesmo médico, nas descrições do problema e em casos do cotidiano.
 
“Tivemos o caso de uma funcionária que apresentou atestado de 30 dias e frisamos a ela que o período máximo nestas questões é de quinze dias. Minutos depois ela voltou com um novo atestado, do mesmo médico, o prazo de quinze dias. Aguardamos o aval do nosso jurídico para proceder com o encaminhamento ao CRM”, confirmou o secretário.
 
Na semana passada, a Secretaria de Educação de Penha determinou que agora só serão aceitos os documentos clínicos produzidos pelo médico do trabalho da Prefeitura. A decisão foi tomada em virtude, justamente, do alto número de atestados. Em julho, por exemplo, 75 funcionários já apresentaram o documento e estão sem trabalhar.
 
“Só iremos aceitar o atestado produzido pelo médico do trabalho da Secretaria de Saúde. Assim como uma unidade de trabalho privada possui convênio com determinado médico do trabalho, nós também iremos promover tal regra”, descreveu Tibeco. Os registros de atestados atingem todas as classes de funcionários, desde merendeiras às professoras. 
 
O custo com contratações para suprir as ausências, segundo Tibeco, chega a casa dos R$ 350 mil “Não estamos questionando as alegações dos funcionários ou muito menos menosprezando o problema de saúde que enfrentam. Contudo, fizemos uma análise minuciosa dos laudos e é possível observar que existe uma espécie de rodízio entre alguns funcionários”, finalizou.
 
REDAÇÃO, JORNAL DO COMÉRCIO
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