Há nove anos, Florindo Panerai Zuchetto foi diagnosticado com uma úlcera varicosa na perna direita. Era 2009, um ano após trocar a região metropolitana de Curitiba (PR) por Balneário Piçarras, quando o aposentado de 74 anos iniciou uma batalha que quase lhe custou a perna. Mais de uma dezena de médicos receitaram a cura, que só veio após olhares mais minuciosos do clínico geral, Nadir Bica Pereira, e após 18 meses de tratamento.
Hoje, aos 83 anos, Florindo convidou a reportagem do Jornal do Comércio para ouvir sua história. Com a perna ainda bastante inchada, mas já cicatrizada, ele detalhou as várias tentativas frustradas em fechar as feridas na canela. “Eu usava uma toalha de rosto para conseguir fechar as feridas”, recorda-se o paciente. “Em 2014, em fiquei com a perna totalmente vermelha, com flebite. Muitas pessoas falavam que eu a perderia”, citou.
A doença se caracteriza pelo ressecamento da pele e uma atrofia das veias por conta da má circulação sanguínea. Qualquer mínimo corte resulta no surgimento da úlcera, que possui uma dificultosa cicatrização por conta dos germes que acabam se criando no círculo da ferida. “Passei por mais de quinze médicos e nenhum deles resolveu. Quando conheci o Doutor Nadri, ele disse que me curaria e por isso preciso agradecê-lo”, reforçou Florindo.
“Eu estava no Posto de Saúde Central quando vi o Florindo na sala de curativos. Eu nem o conheci, mas perguntei qual era o problema. Foi então, que iniciamos o tratamento”, detalhou o médico, que atua na Rede Municipal de Saúde. Utilizando de métodos de pesquisa e novas tecnologias para estimular a cicatrização, o antibiótico certeiro foi ministrado por um ano e meio até o diagnóstico final da cura.
“O Florindo foi muito colaborativo em tudo. Fizemos uma análise laboratorial da secreção que saía da perna e descobrimos qual germe mantinha as feridas abertas. Utilizamos também da nanotecnologia para estimular a cicatrização”, explicou o médico, reforçando que a doença é bastante comum em pessoas de pele branca e com hábitos alimentares e de vida poucos saudáveis.
Quanto ao paciente curado, que ainda precisará ter cuidados diários com a perna, os agradecimentos finalizaram a conversa com a reportagem. “Ele foi um santo para mim. Agradeço de todo coroação a dedicação do Doutor. Obrigado Doutor Nadir”, encerrou Florindo, apenas questionando o jornalista com uma última pergunta: “Vai tirar uma foto minha”, brincou.
Foto por: Felipe Bieging





