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sexta-feira 10 de julho de 2026

Penha é mantido como município infestado pelo Aedes Aegypti

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Com 53 focos positivos para o mosquito Aedes Aegypti – transmissor da dengue, febre de chikungunya e zika vírus – Penha foi mantida pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (DIVE/SC) como município considerado infestado pelo mosquito transmissor das doenças. Pelo terceiro relatório consecutivo, esse emitido em 12 de maio, o órgão estadual atualizou a situação dos municípios e manteve Penha na situação de outros 69 municípios.

“Já são 70 municípios considerados infestados, o que representa um incremento de 22,8% em relação ao mesmo período de 2017, que registrou 57 municípios nessa condição”, apontou a Dive no relatório. No período de 31 de dezembro a 12 de maio, foram identificados 10.110 focos do mosquito Aedes aegypti em 147 municípios. “Comparado ao mesmo período de 2017, quando foram identificados 6.685 focos em 130 municípios, houve um aumento de 51,2%,”, enalteceu o órgão.

Penha está na classificação de cidade infestada em virtude de os agentes endêmicos do município também terem localizado, com frequência, focos do mosquito em residências situadas em um raio de 300 metros de armadilhas com larvas do Aedes. O Programa de Combate à Dengue de Penha confirmou que os casos se concentram nos bairros Nossa Senhora de Fátima, Gravatá, Praia de Armação, Centro, e São Nicolau. “A região mais infestada é no Nossa Senhora de Fátima”, confirmou o coordenador do Programa.

Com a chegada do outono e inverno, e equipe de Penha espera que a situação se normalize – fato que ainda não vem se concretizando, já que novos focos larvários vêm sendo encontrados. “Sim, mas é uma incógnita, começou o frio e ainda está aparecendo foco. Mas vamos aguardar mais um pouco, para ver se diminui”, alertou Alexandre.

CASOS SUSPEITOS SÃO DESCARTADOS

No mês passado, o município registrou a suspeita de três casos de dengue. Segundo Alexandre, após a realização dos exames laboratoriais, as suspeitas não se confirmaram.

TRANSMISÃO DAS DOENÇAS

A dengue é uma doença transmitida por um vírus, assim como a gripe. Mas ao contrário de algumas doenças virais que você pode contrair pelo ar ou em um simples aperto de mão, o vírus da dengue precisa de um vetor para passar de uma pessoa para outra. E o responsável por isso é o mosquito Aedes aegypti.

Funciona assim: o mosquito pica uma pessoa doente e “guarda” aquele sangue infectado. Quando ele pica uma segunda pessoa, ela recebe o vírus que veio da primeira. Por isso a principal forma de combater a dengue é eliminando o responsável por levar o vírus de um lado para o outro, o Aedes aegypti.

COMBATE AO MOSQUITO

A única forma de combater a dengue é impedindo que o mosquito se reproduza. É muito importante não deixar a céu aberto nenhum recipiente que contenha água. Vasos de planta, garrafas, pneus ou até mesmo lixo. Qualquer cantinho que acumule um pouco de água pode virar uma maternidade de novos mosquitinhos.

Um mosquito tem poucos dias de vida – entre um e dois meses. O problema é que nesse período ele produz muitos ovos que vão gerar novos mosquitos.  Uma fêmea pode colocar até cerca de 400 ovos durante a sua curta vida. Esses ovos precisam de água para se desenvolver – no ambiente seco eles não crescem. Quando estão “mergulhados” na água, os ovos se transformam em larvas que dão origem às pupas das quais surgirão o mosquito adulto.

Foto por: Internet

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