30 C
Piçarras
domingo 3 de março de 2024


Com dinheiro que usava para comprar cigarros, Márcia viajará para Argentina

Ouça a Matéria

Parar de fumar foi uma conquista para Marcia Cristina Franco, de 44 anos. O processo começou quase por acaso. Fumante há 28 anos, a moradora de Jaraguá do Sul esperava por uma consulta de rotina em uma Unidade Básica de Saúde quando viu um cartaz sobre o programa municipal antitabagismo na parede. Curiosa, perguntou para atendente como funcionava a programação. “Perguntei por perguntar. Até ali nunca tinha nem imaginado parar de fumar”, confessa rindo.

Marcia entrou para uma fila de espera e diz que em duas a três semanas lhe telefonaram para que desse início ao tratamento. A abordagem dos profissionais de saúde, conta, foi fator determinante para que ela entrasse no programa. “Não foram invasivos, foram compreensivos”, relata. 

A primeira consulta com a médica do programa antitabagismo aconteceu em agosto do ano passado. Depois de passar por uma criteriosa avaliação, Marcia, que vivia um período de mudança profissional, recebeu uma medicação contra ansiedade e um adesivo para amenizar os sintomas causados pela ausência de nicotina no organismo.

“São medicações caras, me surpreendi por serem oferecidas de graça”. Até aquele momento, ela estava “se deixando” levar sem nem ao menos ter a certeza que queria abandonar o vício. O cigarro foi seu companheiro por quase três décadas. “A gente acha que é uma válvula de escape, um momento para relaxar, aliviar os sintomas, mas é tudo uma enganação”, avalia hoje.

A primeira reunião com o grupo de apoio aconteceu uma semana após a consulta médica. No encontro, outros pacientes deram depoimentos que já estavam sem fumar há dois ou três dias. Marcia, ao contrário, ainda não tinha mudado seus hábitos e tampouco aberto as caixas com as medicações indicadas. “Comecei a me programar naquele dia. Na sexta-feira decidi que ia parar de fumar na segunda. Comecei a tomar o remédio para ansiedade e fui me preparando”, lembra.

A estratégia deu certo e hoje ela completa nove meses sem cigarro. Para comemorar, uma viagem para Buenos Aires está sendo organizada. “Decidi abrir uma poupança para depositar o dinheiro que gastava comprando cigarro. Eram R$ 315 todos os meses. Já juntei R$ 2,5 mil e é com esse dinheiro e com nenhum outro que vou viajar para comemorar”, afirma.

Sobre os resultados alcançados, Marcia diz que deixar de fumar foi como se libertar. “A saúde melhora, a gente tem mais disposição. A pele fica melhor, o cabelo fica mais bonito. Voltei a ser uma pessoa cheirosa”, comemora.  Nessa sexta-feira (31) é comemorado o Dia Internacional de Combate ao Tabagismo.

 

Foto por: Divulgação

REDAÇÃO, JORNAL DO COMÉRCIO
REDAÇÃO, JORNAL DO COMÉRCIO
Desde 1989 informando a comunidade. Edição impressa semanal sempre aos sábados.

Confira também
as seguintes matérias recomendads para você